Richarlison - Lucas Figueiredo/CBF

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Haja dinheiro Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar ilha em Angra e pede investigação da PF

Atleta afirma que recusou oferta de venda e que posse passou a aliado do senador na Justiça; STF e STJ já mantiveram decisões sobre o caso

por: NOVO Notícias

Publicado 17 de outubro de 2026 às 19:12

O atacante da Seleção Brasileira e do Tottenham, Richarlison, publicou um vídeo em suas redes sociais neste sábado acusando o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de se apropriar da posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, sem efetuar o devido pagamento pelo imóvel. Na manifestação pública, o jogador solicitou formalmente a intervenção da Polícia Federal (PF) para investigar as circunstâncias jurídicas da transferência da propriedade.

De acordo com o atleta, a aquisição dos direitos sobre o imóvel ocorreu entre 2020 e 2021, em sociedade com o empresário Renato Velasco e com o então presidente do América-MG, Alencar da Silveira Júnior. O jogador declarou que chegou a ser procurado por representantes do parlamentar com propostas de compra, mas recusou as ofertas comerciais, alegando que a posse foi posteriormente transferida por vias judiciais de forma irregular.

Em seu relato no vídeo, o atacante expôs o prejuízo financeiro e cobrou respostas: “Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”. Richarlison também convocou apoiadores a questionarem o senador durante compromissos de campanha no Espírito Santo.

A controvérsia em torno da posse da ilha teve início em 2020, quando uma empresa vinculada ao jogador adquiriu os direitos possessórios da área. Posteriormente, a titularidade foi transferida para uma firma ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como aliado do senador. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou o mérito da disputa e manteve a decisão favorável ao grupo representado por Tomaz, tendo as ações judiciais transitado em julgado após a desistência recursal das partes autoras.

No encerramento do vídeo, Richarlison assumiu o compromisso público de destinar parcelas dos recursos que venha a reaver na Justiça para ações de assistência social e filantropia em sua terra natal: “Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá”, declarou o jogador.

O registro de prestação de contas eleitoral de Flávio Bolsonaro aponta que a ilha não consta como propriedade entre os bens declarados pelo parlamentar. Conforme os dados de prestação de contas, o parlamentar acumula um patrimônio total declarado de R$ 8.186.555,83.

O principal ativo informado na declaração de bens é uma residência no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80. O restante do montante patrimonial é composto por investimentos e disponibilidades financeiras, destacando-se R$ 1.090.520,47 em fundo de investimento multimercado (FIFCIC RL), R$ 568.730,23 em depósitos em conta corrente, R$ 133.000,00 em veículo automotor, R$ 103.746,23 em caderneta de poupança, além de quotas societárias e aplicações de renda fixa.

Segundo o Senado Federal, ele registra um subsídio bruto de R$ 43.374,82 na folha de pagamento.

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