Presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi um dos indiciados. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi um dos indiciados. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Investimentos PF indicia Abraão Lincoln por envolvimento no esquema de descontos do INSS

Relatório enviado ao STF aponta irregularidades em aposentadorias; ex-presidente do INSS e dirigente de confederação agrícola também foram indiciados

por: NOVO Notícias

Publicado 15 de julho de 2026 às 12:27

O potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz está entre os 48 indiciados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de participação em um esquema de descontos associativos irregulares aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O indiciamento consta no primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, divulgado nesta terça-feira (14) e encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso.

Nesta etapa do inquérito, a Polícia Federal concentrou as investigações em supostas irregularidades envolvendo a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Também foram indiciados o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto; o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes — considerado foragido —; e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes. Os investigados poderão responder por crimes como inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Abraão Lincoln preside a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Conforme a Polícia Federal, a entidade sob sua gestão arrecadou R$ 221,1 milhões entre fevereiro de 2023 e março de 2025 por meio de descontos considerados indevidos em benefícios previdenciários.

O dirigente registra antecedentes judiciais, tendo sido detido em novembro do ano passado sob acusação de falso testemunho em depoimento prestado à CPMI do INSS. Ele também é réu em ação penal eleitoral da Operação Enredados e alvo de inquérito por suspeita de corrupção, advocacia administrativa, falsidade ideológica e crimes ambientais.

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