Sonda NS-42 opera no poço Morpho, na Margem Equatorial | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Economia

PETRÓLEO Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo na Margem Equatorial e mira potencial de 10 bilhões de barris

Novo achado ocorreu a 175 km do Amapá, em águas de quase 2,9 mil metros de profundidade; região se estende até o litoral do RN

por: NOVO Notícias

Publicado 2 de outubro de 2026 às 16:30

A Petrobras encontrou petróleo pela segunda vez no poço Morpho, na Margem Equatorial, em menos de dois meses. A descoberta foi anunciada nesta sexta-feira (2). O poço fica a 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com 2.886 metros de profundidade.

A nova ocorrência de petróleo foi identificada no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a Petrobras, a presença de petróleo foi identificada por meio de perfis elétricos, indícios em rochas e amostras de fluidos coletadas durante a perfuração.

A primeira descoberta no poço foi anunciada em agosto. Na ocasião, a Petrobras informou que o petróleo encontrado era de boa qualidade. O petróleo identificado nesta nova perfuração ainda será analisado em laboratório.

Potencial da área

O potencial estimado de reservas é um dos principais dados usados nas discussões sobre a exploração da Margem Equatorial. Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis.

O número representa uma estimativa para o potencial da bacia e não significa que os 10 bilhões de barris já tenham sido descobertos.

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A Margem Equatorial se estende pelo litoral brasileiro do Amapá ao RN e inclui a faixa marítima da Bacia Potiguar. No RN, a Petrobras também já identificou petróleo nos poços Pitu Oeste e Anhangá, em águas ultraprofundas.

A exploração da Margem Equatorial também envolve discussões sobre os impactos ambientais da atividade. Em 2025, a Petrobras recebeu do Ibama autorização para perfurar o bloco FZA-M-59. A empresa afirma que as operações seguem procedimentos de segurança e controle ambiental.

A perfuração do Morpho continua para avaliar as formações encontradas e obter mais informações sobre o potencial da área.

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