Papa Leão XIV critica uso de Deus para violência | Foto: Reprodução

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RELIGIÃO Papa Leão XIV dispara contra violência em nome de Deus e diz que extrema direita “não representa o cristianismo”

Pontífice afirmou que usar o nome de Deus para justificar violência ou opressão é “profanação” e defendeu valores do Evangelho como compreensão e compaixão

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de setembro de 2026 às 13:36

O papa Leão XIV afirmou que usar o nome de Deus para justificar violência ou opressão é uma “profanação”. A declaração foi feita durante encontro inter-religioso em Metz, na França, onde o pontífice encerrou sua viagem de quatro dias pelo país.

“Invocar o nome de Deus para legitimar a violência ou a opressão configura uma profanação desse nome. Nada do que desfigura a dignidade humana pode reivindicar uma autêntica inspiração divina”, afirmou Leão XIV.

Durante a viagem, o papa também foi questionado sobre o avanço de grupos de extrema direita na Alemanha e uma possível relação com a redução do número de fiéis no país.

Ele disse que seria necessário estudar essa relação e afirmou que esse tipo de associação política com a religião não representa, segundo líderes católicos e protestantes alemães, uma expressão autêntica do cristianismo.

“Uma religiosidade que, não só na minha opinião, mas também na opinião dos líderes das Igrejas Católica e Protestante na Alemanha, não representa uma expressão autêntica do cristianismo. Devemos retornar aos valores do Evangelho, que não se baseiam no ódio e na divisão, mas na compreensão, na compaixão e no acompanhamento”, declarou.

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Sobre uma eventual visita à Alemanha, Leão XIV afirmou que ainda não existe uma data definida, mas disse que gostaria de conhecer o país. “Seria interessante estudar e analisar se existe, e de que maneira poderia existir, uma relação, por exemplo, entre o crescimento desses grupos de extrema direita”, afirmou.

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O pontífice também falou sobre a guerra na Ucrânia e criticou o aumento dos gastos militares. Para ele, os recursos poderiam ser destinados a problemas sociais e defendeu que os países priorizem áreas como saúde e educação.

“Esses bilhões de euros ou dólares poderiam ser usados para resolver problemas como a fome mundial, a crise habitacional e o desemprego. Precisamos de uma voz que proponha um caminho diferente, que rejeite a ideia de gastar cada vez mais em armamentos, alimentando apenas tensões que podem levar ao início de outra guerra ou a um novo conflito”, afirmou.

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