Foto: Polícia Civil RN/Divulgação

Polícia

Organização Criminosa Operação mira grupo de extermínio suspeito de mais de 30 homicídios no RN e na Paraíba

Polícia Civil cumpre mandados em seis cidades, apreende munições, celulares e submete quatro investigados à monitoração eletrônica; investigação aponta participação de agentes de segurança

por: NOVO Notícias

Publicado 10 de julho de 2026 às 11:13

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Tríade de Hades, que tem como alvo um suposto grupo de extermínio investigado por participação em mais de 30 homicídios registrados nos últimos três anos. A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e quatro medidas cautelares de monitoração eletrônica em municípios do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Segundo as investigações, a organização criminosa atuava na região Agreste do Rio Grande do Norte e em cidades paraibanas. As apurações também indicam o possível envolvimento de agentes de segurança pública no esquema criminoso.

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As diligências ocorreram nos municípios de Parnamirim, Pedro Velho, Nova Cruz e Passa e Fica, no Rio Grande do Norte, além de Guarabira e Belém, na Paraíba. A operação contou com o apoio da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Polícia Militar do RN, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Paraíba e da Polícia Penal paraibana.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, roupas camufladas, anotações, munições e uma porção de substância com características semelhantes às de entorpecente, que será encaminhada para perícia.

Ao todo, quatro investigados passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Outros dois alvos não foram localizados e seguem sendo procurados para o cumprimento das medidas judiciais.

Origem do nome da operação

O nome “Tríade de Hades” faz referência a três dos principais investigados, integrantes da mesma família, que, conforme a Polícia Civil, ocupavam posição de liderança dentro da organização criminosa.

A escolha faz alusão a Hades, deus do submundo na mitologia grega, em referência ao suposto domínio exercido pelo grupo sobre a prática de homicídios atribuídos à organização, que, segundo a investigação, tem indícios de participação direta em mais de 30 assassinatos.

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