André Mendonça é vice-presidente do TSE | Foto: Reprodução

Política

ELEIÇÕES 2026 Mendonça é alvo de pedido de afastamento do TSE apresentado à PGR

Vice-presidente do TSE é alvo de pedido de afastamento e suspeição apresentado por Lindbergh; Gilmar Mendes disse que partidos e Ministério Público Eleitoral devem questionar casos de suspeição

por: NOVO Notícias

Publicado 21 de setembro de 2026 às 14:15

André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é alvo de um pedido de afastamento cautelar e de suspeição apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR). Apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em 16 de setembro, o pedido requer o afastamento de Mendonça das funções no TSE e que o ministro seja declarado suspeito por “parcialidade partidária”.

O documento cita episódios relacionados à atuação de Mendonça em investigações envolvendo o Banco Master, além de outros fatos usados para sustentar o pedido de suspeição.

A discussão ganhou repercussão após uma manifestação do ministro Gilmar Mendes no sábado (19). Sem citar Mendonça pelo nome, Gilmar defendeu que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral (MPE) fiscalizem a atuação dos integrantes do TSE e questionem casos de suspeição quando houver motivos para isso.

“Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, afirmou Gilmar. Segundo o ministro, partidos e o MPE devem “arguir a suspeição nos casos em que ela se configure”. A declaração ocorreu após uma semana de atritos públicos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo divergências entre Gilmar e Mendonça.

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Mendonça ocupa a vice-presidência do TSE. A presidência é exercida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que é citado em casos envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O pedido apresentado por Lindbergh, porém, não significa automaticamente o afastamento de Mendonça. A suspeição é o instrumento usado para questionar a imparcialidade de um magistrado nos casos previstos em lei. Até o momento, o pedido está na PGR e não há decisão de afastamento do ministro.

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