Lula anunciou que pretende autorizar a abertura dos sigilos dele e dos cinco filhos. | Foto: Ricardo Stuckert
Presidente diz que autorizará o acesso a seus dados bancários e telefônicos e aos de seus cinco filhos. Flávio foi desafiado a adotar a mesma medida
Publicado 20 de outubro de 2026 às 10:38
O presidente Lula (PT) afirmou que irá autorizar o acesso a seus dados bancários e telefônicos e aos de seus cinco filhos. Ele desafiou seu adversário na corrida à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) a fazer o mesmo. O anúncio foi feito na segunda-feira (19), em Porto Alegre (RS), após o debate presidencial da Band.
Na ocasião, Lula disse que entregaria a autorização ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, nesta terça-feira (20). A entrega e os termos do documento precisam ser confirmados.
A discussão ganhou espaço no debate de domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio de Flávio e cobrou explicações sobre a compra de uma mansão em Brasília, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, segundo o relato apresentado no confronto.
Flávio afirmou que não tinha nada a esconder, mas o material disponível não registra uma confirmação de que ele aceitaria abrir os sigilos nos mesmos termos propostos por Lula.
Lula disse que a autorização também abrangeria os cinco filhos. Segundo o presidente, a medida seria uma resposta às acusações envolvendo sua família.
O presidente também defendeu que os dados fossem examinados pela Justiça e que as informações fossem divulgadas posteriormente. Os termos e os procedimentos previstos para isso precisam ser esclarecidos com base na documentação ou nas declarações originais.
Durante o confronto, Flávio questionou Lula sobre Roberta Luchsinger e as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
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Lula, por sua vez, cobrou explicações de Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões relacionado ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e sobre negociações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Os detalhes das duas acusações devem ser atribuídos aos respectivos autores e conferidos nas fontes originais, para que alegações feitas no debate não sejam apresentadas como fatos comprovados.
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