Operação cumpriu mandados contra oito investigados em cinco estados. | Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

Cotidiano

SEGURANÇA Investigação revela plano para atacar Brasília nas eleições; grupo mapeou ministérios e o Planalto

Polícia Civil do DF afirma que investigados usavam grupo no Telegram para discutir ataques a prédios públicos e compartilhar materiais durante as eleições de outubro

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de agosto de 2026 às 16:51

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou nesta terça-feira (4) que um grupo investigado por planejar ataques a prédios públicos durante as eleições de outubro chegou a mapear a Esplanada dos Ministérios e acessar a planta baixa do Palácio do Planalto. O caso é alvo da Operação Rede Interrompida, que cumpriu mandados contra oito suspeitos em cinco estados.

Segundo a investigação, os integrantes se comunicavam por um grupo no Telegram, usado para discutir a execução do plano. Conforme a PCDF, o objetivo seria provocar uma “revolução política”, sem identificação com partidos ou ideologias de esquerda ou de direita.

De acordo com o delegado Maurílio Coelho, os investigados produziram um mapa da região central de Brasília, identificando ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda segundo a polícia, o grupo tratava o Palácio do Planalto como “alvo primário”.

As investigações também apontam que os participantes compartilhavam materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos. A polícia, porém, informou que ainda apura de que forma os ataques seriam executados e ressaltou que a operação busca preservar provas e esclarecer o grau de organização do grupo.

A investigação começou após informações repassadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que acionou o Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A partir daí, foi montada uma ação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal e polícias civis de outros estados.

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Os oito investigados têm entre 19 e 31 anos e foram alvo de buscas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Segundo a PCDF, eles não possuem antecedentes criminais.

Nesta fase, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. A Polícia Civil destacou que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. O inquérito segue sob sigilo, e a responsabilização de cada investigado dependerá da análise do material apreendido.

Como funcionava o plano, segundo a investigação

  • Grupo se comunicava por um canal no Telegram.
  • Investigação aponta que os integrantes mapearam a Esplanada dos Ministérios.
  • Congresso Nacional, STF e ministérios foram identificados como possíveis alvos.
  • Segundo a PCDF, a planta baixa do Palácio do Planalto foi acessada pelo grupo.
  • Também houve compartilhamento de materiais sobre fabricação de artefatos explosivos.
  • A polícia afirma que ainda apura como os ataques seriam executados.

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