Exame de sangue pode identificar a hepatite antes do surgimento de sintomas. | Foto: Reprodução/OMS

Cotidiano

SAÚDE Hepatite pode ficar anos sem sintomas e evoluir para câncer; OMS faz alerta mundial

Organização Mundial da Saúde reforça que diagnóstico precoce e vacinação são as principais armas para evitar complicações graves

por: NOVO Notícias

Publicado 28 de julho de 2026 às 19:51

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta segunda-feira (28), Dia Mundial da Hepatite: cerca de 287 milhões de pessoas viviam com hepatite B ou C crônica em 2025, muitas sem saber que estavam infectadas. A doença pode permanecer silenciosa durante anos e, quando não é diagnosticada e tratada a tempo, evoluir para cirrose e câncer de fígado.

A data foi criada para conscientizar a população sobre as hepatites virais, inflamações que atingem o fígado e continuam entre as principais causas de mortes evitáveis no mundo. Segundo a OMS, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas morreram em 2024 em decorrência das hepatites B e C.

A organização destaca que a detecção precoce faz diferença no tratamento. Um simples exame de sangue pode identificar a infecção antes do aparecimento de sintomas, permitindo iniciar o acompanhamento médico e reduzir o risco de complicações graves.

Apesar da existência de vacinas eficazes contra a hepatite B e de tratamentos capazes de controlar a doença — além da possibilidade de cura para a hepatite C — milhões de pessoas continuam sem diagnóstico ou atendimento. Entre os principais obstáculos apontados pela OMS estão a falta de informação, o estigma e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

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Neste ano, a campanha mundial traz o tema “Hepatite: vamos acabar com ela”. Segundo a especialista do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatite e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OMS, Clarice Pinto, ampliar o acesso à prevenção, aos testes e ao tratamento é essencial para evitar mortes que podem ser prevenidas.

A OMS afirma que eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030 é uma meta possível, desde que governos ampliem a vacinação, facilitem o diagnóstico e garantam tratamento para quem precisa.

Quando fazer o teste?

A OMS orienta que procure uma unidade de saúde para realizar o exame quem:

  • Mora em áreas com alta incidência da doença;
  • Acredita ter sido exposto ao vírus;
  • Faz parte de grupos com maior risco de infecção;
  • Nunca realizou o teste e tem dúvidas sobre possível exposição.

Segundo a organização, o exame é feito por meio de uma coleta de sangue.

O que pode evitar casos graves

A OMS destaca que já existem ferramentas eficazes para combater as hepatites virais:

  • Vacina contra a hepatite B;
  • Testes que identificam a infecção precocemente;
  • Tratamento curativo para a hepatite C;
  • Tratamento contínuo para controlar a hepatite B;
  • Diagnóstico precoce para reduzir o risco de cirrose e câncer de fígado.
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