Peças produzidas por Almira Costa de Oliveira integram a exposição "Fios de Memória". | Foto: Divulgação

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CULTURA Fios de Memória: crochê que atravessou gerações vira exposição em Natal para celebrar centenário de artesã

Mostra celebra o centenário da artesã Almira Costa de Oliveira e reúne peças produzidas ao longo de cinco décadas, além de fotografias e objetos que ajudam a contar a história de uma família por meio do crochê

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de agosto de 2026 às 13:03

Durante cerca de 50 anos, Almira Costa de Oliveira transformou linhas e agulhas em colchas, enxovais e peças de crochê que atravessaram gerações da família. Agora, esse trabalho ganha uma homenagem na Pinacoteca de Natal. A exposição “Fios de Memória”, aberta ao público entre os dias 1º e 30 de agosto, celebra o centenário da artesã e reúne peças produzidas ao longo de cinco décadas, além de fotografias, documentos e objetos pessoais que ajudam a reconstruir sua trajetória.

Natural do sertão da Paraíba, Almira chegou a Natal em 1959. Na capital potiguar, construiu a vida ao lado do marido, criou os filhos e encontrou no crochê uma forma de expressar criatividade, dedicação e afeto. Ao longo dos anos, o artesanato passou a fazer parte da rotina da família e se tornou um legado transmitido entre gerações.

Peças produzidas por Almira Costa de Oliveira integram a exposição “Fios de Memória”. | Foto: Elisa Elsie

Entre as peças expostas está uma colcha confeccionada em 1969 como presente de casamento para uma sobrinha e preservada pela família desde então. A mostra também reúne trabalhos de Maria das Graças, filha de Almira, que deu continuidade ao ofício aprendido com a mãe e mantém viva a tradição do crochê.

Peças produzidas por Almira Costa de Oliveira integram a exposição “Fios de Memória”. | Foto: Elisa Elsie

Segundo as curadoras Luanda Oliveira e Mônica Costa, neta e filha da homenageada, a exposição parte da ideia de que o trabalho manual também preserva memórias e revela histórias que raramente aparecem nos registros oficiais, mas ajudam a compreender a formação da identidade cultural de muitas famílias brasileiras.

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Ao longo do percurso, o visitante acompanha momentos marcantes da vida de Almira, como a mudança para o RN, o trabalho para sustentar a família, a maternidade e a transmissão dos saberes entre gerações. As peças expostas revelam não apenas a habilidade da artesã, mas também uma trajetória compartilhada por milhares de famílias nordestinas, em que o trabalho manual se mistura às lembranças, aos afetos e à construção da própria história.

Peças produzidas por Almira Costa de Oliveira integram a exposição “Fios de Memória”. | Foto: Elisa Elsie

A abertura da exposição será neste sábado (1º), às 10h. A visitação segue até o dia 30 de agosto, na Pinacoteca de Natal, com entrada gratuita.

Serviço

  • Exposição: Fios de Memória
  • Período: 1º a 30 de agosto
  • Abertura: sábado (1º), às 10h
  • Local: Pinacoteca de Natal
  • Entrada: Gratuita

Quem foi Almira Costa de Oliveira?

  • Nasceu em 1926, no sertão da Paraíba;
  • Mudou-se para Natal em 1959;
  • Viveu no bairro das Quintas;
  • Produziu peças de crochê por cerca de 50 anos;
  • Teve seis filhos, 15 netos e 15 bisnetos;
  • Era reconhecida pelo talento no artesanato e pela dedicação à família;
  • A exposição celebra o centenário de seu nascimento.

Destaques da exposição

  • Colchas e peças de crochê produzidas entre as décadas de 1960 e 2010;
  • Fotografias e documentos da família;
  • Objetos pessoais da homenageada;
  • Trabalhos contemporâneos da filha Maria das Graças;
  • Percurso que aborda migração, trabalho, maternidade e transmissão de saberes entre gerações.
Peças produzidas por Almira Costa de Oliveira integram a exposição “Fios de Memória”. | Foto: Divulgação
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