A família do potiguar Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, iniciou uma campanha de arrecadação para custear o transporte do corpo da Turquia para o Brasil
A família do empresário potiguar Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, iniciou uma campanha de arrecadação financeira para cobrir os custos do transporte do corpo da Turquia para o Brasil e financiar despesas com assessoria jurídica internacional. Natural de Natal, o brasileiro residia em Portugal e viajou a turismo para território turco, onde acabou detido em um centro de remoção migratória e faleceu sob circunstâncias que permanecem sem esclarecimento oficial pelas autoridades locais.
O corpo foi liberado pelas autoridades forenses turcas na quinta-feira (15) e a previsão dos parentes é de que o translado aéreo desembarque no Brasil neste sábado (17). Durante o procedimento de reconhecimento no necrotério, uma das irmãs de Lucas teve autorização para visualizar apenas a face da vítima, aumentando os questionamentos da família sobre eventuais lesões corporais e a causa médica do óbito.
Campanha de arrecadação: https://www.kickante.com.br/vaquinha-online/ajude-a-trazer-o-corpo-de-lucas-medeiros-ao-brasil
De acordo com relatos preliminares fornecidos pela família, o empresário teria se envolvido em uma discussão de teor religioso durante sua estadia turística. Ao procurar agentes policiais locais para registrar a ocorrência, o potiguar acabou retido por autoridades de imigração e encaminhado para uma unidade de detenção, onde aguardaria os trâmites para ser deportado de volta ao Brasil. O contato telefônico com os familiares foi subitamente interrompido e a notícia da morte foi comunicada aos parentes no dia 12 de outubro.
Em declaração sobre a mobilização solidária, o irmão da vítima, Filipe Fortunato Medeiros, destacou que a família tem assumido sozinha os elevados gastos consulares e burocráticos, defendendo que os custos deveriam ser de responsabilidade do governo da Turquia, a quem atribui falhas na custódia do brasileiro. A arrecadação virtual visa subsidiar as taxas de repatriação mortuária, certidões internacionais e honorários advocatícios para a abertura de apuração no exterior.
“Estamos tentando amortizar os custos que o governo turco está nos gerando. Até agora, nossa família tem arcado com todas as despesas financeiras sozinha, sem pedir nada a ninguém. No entanto, não é justo que a gente continue gastando tanto dinheiro por uma situação que é responsabilidade deles [governo turco]”, disse ele, ao NOVO.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que formalizou o registro da comunicação de óbito após acolher o depoimento da família e confirmar o falecimento junto ao Consulado-Geral do Brasil em Istambul, encaminhando os autos para as providências de cooperação policial cabíveis.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) declarou em nota oficial que segue acompanhando os desdobramentos por meio da representação consular brasileira e prestando assistência aos familiares no exterior.
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