A família do potiguar Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, iniciou uma campanha de arrecadação para custear o transporte do corpo da Turquia para o Brasil

Cotidiano

Repatriação Família de potiguar morto na Turquia faz campanha para custear translado do corpo ao Brasil

Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, morreu na cidade turca de Esmirna; família busca esclarecer causas do óbito

por: NOVO Notícias

Publicado 17 de outubro de 2026 às 00:32

A família do empresário potiguar Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, iniciou uma campanha de arrecadação financeira para cobrir os custos do transporte do corpo da Turquia para o Brasil e financiar despesas com assessoria jurídica internacional. Natural de Natal, o brasileiro residia em Portugal e viajou a turismo para território turco, onde acabou detido em um centro de remoção migratória e faleceu sob circunstâncias que permanecem sem esclarecimento oficial pelas autoridades locais.

O corpo foi liberado pelas autoridades forenses turcas na quinta-feira (15) e a previsão dos parentes é de que o translado aéreo desembarque no Brasil neste sábado (17). Durante o procedimento de reconhecimento no necrotério, uma das irmãs de Lucas teve autorização para visualizar apenas a face da vítima, aumentando os questionamentos da família sobre eventuais lesões corporais e a causa médica do óbito.

Campanha de arrecadação: https://www.kickante.com.br/vaquinha-online/ajude-a-trazer-o-corpo-de-lucas-medeiros-ao-brasil

De acordo com relatos preliminares fornecidos pela família, o empresário teria se envolvido em uma discussão de teor religioso durante sua estadia turística. Ao procurar agentes policiais locais para registrar a ocorrência, o potiguar acabou retido por autoridades de imigração e encaminhado para uma unidade de detenção, onde aguardaria os trâmites para ser deportado de volta ao Brasil. O contato telefônico com os familiares foi subitamente interrompido e a notícia da morte foi comunicada aos parentes no dia 12 de outubro.

Em declaração sobre a mobilização solidária, o irmão da vítima, Filipe Fortunato Medeiros, destacou que a família tem assumido sozinha os elevados gastos consulares e burocráticos, defendendo que os custos deveriam ser de responsabilidade do governo da Turquia, a quem atribui falhas na custódia do brasileiro. A arrecadação virtual visa subsidiar as taxas de repatriação mortuária, certidões internacionais e honorários advocatícios para a abertura de apuração no exterior.

“Estamos tentando amortizar os custos que o governo turco está nos gerando. Até agora, nossa família tem arcado com todas as despesas financeiras sozinha, sem pedir nada a ninguém. No entanto, não é justo que a gente continue gastando tanto dinheiro por uma situação que é responsabilidade deles [governo turco]”, disse ele, ao NOVO.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que formalizou o registro da comunicação de óbito após acolher o depoimento da família e confirmar o falecimento junto ao Consulado-Geral do Brasil em Istambul, encaminhando os autos para as providências de cooperação policial cabíveis.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) declarou em nota oficial que segue acompanhando os desdobramentos por meio da representação consular brasileira e prestando assistência aos familiares no exterior.

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