Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é réu em ação penal no STF. | Foto: Reprodução
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em publicação na rede social X na segunda-feira (13), que “não haverá eleição em 2030” caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não seja eleito presidente da República na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. A declaração foi feita em meio às críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na publicação, Eduardo afirmou que uma eventual reeleição de Lula consolidaria o atual cenário político e ampliaria a influência do presidente sobre a composição do Supremo Tribunal Federal.
🚨AVISO🚨
Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos @FlavioBolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando +4 juízes no STF.
Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a 4 anos, com controle total do STF+TSE? pic.twitter.com/NVOlqcVs5X
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 13, 2026
“Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando mais quatro juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a quatro anos, com controle total do STF e do TSE?”, escreveu.
A manifestação ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que Flávio Bolsonaro não visite Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada depois de o senador fazer a leitura de uma carta atribuída ao ex-presidente durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais.
A decisão foi proferida na segunda-feira (13), no mesmo despacho em que Moraes suspendeu, por 90 dias, as visitas de Flávio ao pai. Para o ministro, a divulgação de vídeos no Instagram e no YouTube em que o senador lê o manuscrito extrapolou os limites da visita autorizada e pode configurar promoção política em período vedado pela legislação eleitoral.
Segundo Moraes, a carta contém expressões com “carga semântica equivalente a pedido explícito de voto”. No texto, Jair Bolsonaro pede que seus apoiadores deixem de lado as diferenças para se “empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, a quem classifica como a “melhor opção” para o país.
Na decisão, o ministro afirma que o caso deve ser analisado pelo Ministério Público Eleitoral porque Flávio Bolsonaro teria utilizado a estrutura da visita ao ex-presidente para produzir material com conteúdo político e divulgado mensagens de apoio à sua pré-candidatura antes do início oficial da campanha eleitoral.
Além do encaminhamento ao MPE, Alexandre de Moraes também determinou o envio da decisão à Procuradoria-Geral da República (PGR) para as providências cabíveis.
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