Superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, ressalta a importância da economia do mar para o desenvolvimento do RN. Foto: Ascom/Fiern

Superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, ressalta a importância da economia do mar para o desenvolvimento do RN. Foto: Ascom/Fiern

Economia

Indústria Economia do mar reúne setor produtivo para discutir estratégias de desenvolvimento no RN

Economia do mar reúne setor produtivo para discutir estratégias de desenvolvimento no RN Workshop promovido pelo Cluster Tecnológico Naval do RN, com participação do Sebrae-RN e parceiros, debateu oportunidades e apresentou proposta para regulamentação da política estadual

por: Agência de Notícias Sebrae RN

Publicado 10 de julho de 2026 às 16:00

Um panorama das oportunidades locais, nacionais e internacionais relacionadas à economia do mar foi apresentado nesta quinta-feira (9), durante o workshop “Desafios e oportunidades para o desenvolvimento da economia do mar do Rio Grande do Norte”. Promovido pelo Cluster Tecnológico Naval do RN, o evento reuniu empresários, lideranças políticas, profissionais e especialistas do setor na Casa da Indústria.

Durante o evento, o Cluster também entregou ao Governo do Estado — representado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Lahyre Rosado Neto — uma minuta de regulamentação da Política Estadual de Incentivo à Economia do Mar, instituída pela Lei nº 11.714, de 10 de abril de 2024. O documento propõe métricas e diretrizes para consolidar a valorização da economia do mar prevista na legislação.

Durante a abertura do evento, o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, destacou o compromisso da instituição com o fortalecimento da economia do mar, considerada estratégica para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. “Temos um trabalho importante voltado à Economia do Mar. Esse tema é uma das prioridades da instituição porque abrange diversos setores relevantes para nosso estado, como o turismo, a pesca, a energia eólica e o sal”, afirmou.

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, ressaltou que o estado reúne projetos em diferentes fases de execução, que somam R$ 28,1 bilhões em investimentos e reforçam o potencial da economia do mar. Entre eles estão a boia Bravo e o sítio de testes de energia eólica offshore do SENAI-RN, o complexo mínero-químico de Mossoró, o Porto-Indústria Verde e o projeto Morro Pintado, que prevê a implantação da primeira fábrica de hidrogênio e amônia verdes do Rio Grande do Norte.

“Temos um potencial à disposição e um propósito. O que precisamos fazer é transformar essa convergência em resultados concretos, e o papel do Cluster é justamente estimular a Economia do Mar, otimizando o uso sustentável das vocações”, afirmou o presidente da FIERN.

O presidente do Cluster Tecnológico Naval do RN, Djalma Júnior, destacou que o Rio Grande do Norte vive um momento decisivo, marcado por grandes oportunidades, mas também por desafios. “O RN tem 410 quilômetros de litoral, com 70% do PIB ligado a atividades relacionadas à Economia do Mar. Precisamos, além de debater, colocar em prática todo esse potencial.”

Representando a governadora Fátima Bezerra, o secretário Lahyre Rosado Neto destacou a importância do diálogo entre o poder público e o setor produtivo para impulsionar o desenvolvimento do estado. “Vivemos um momento muito importante em que a Economia do Mar é fundamental para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. O diálogo entre o poder público e os setores econômicos é essencial para avançarmos no aproveitamento desses potenciais”, afirmou.

Promovido pela FIERN, Sebrae-RN, SENAI-RN, Emgepron, Brava Energia e Intermarítima, com apoio da Universidade de Coimbra, o workshop buscou ampliar o debate sobre o potencial econômico das atividades ligadas ao mar, como a indústria naval, a logística portuária, a pesca, as energias renováveis offshore, a inovação tecnológica e o desenvolvimento sustentável, além de fortalecer a integração entre instituições, empresas e centros de pesquisa.

Perspectiva interdisciplinar

Palestras e debates fizeram parte da programação do evento. Foto: Ascom/Fiern.
Com uma proposta de integrar pontos de vista variados sobre a economia do mar, desde experiências acadêmicas até oportunidades de negócios, o evento contou com uma programação de apresentações e debates sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento desse setor no Rio Grande do Norte.

O destaque ficou para Paulo Alvarenga, CEO da Thyssen Krupp na América do Sul, que apresentou o papel da Economia do Mar no processo de descarbonização e a atuação da empresa na área de sistemas marinhos. “Temos a oportunidade de o Brasil se reposicionar no cenário da transição energética global, inclusive no ambiente geopolítico”.

“O Brasil conta com uma oportunidade estratégica de integrar energias renováveis, hidrogênio verde e a indústria naval como vetor de desenvolvimento sustentável”, acrescentou Alvarenga.

José Élcio Batista, coordenador do Programa Cidade +2ºC no Insper, falou sobre o desafio normativo para a economia do mar, com interferências e conflitos normativos relativos ao setor. Já o professor Nuno Mendonça, que é vice-reitor para Inovação, Relações de Negócio e Empregabilidade da Universidade de Coimbra, de Portugal, tratou sobre propriedade intelectual na inovação costeira, apresentando o caso de impacto socioeconômico gerado pelo Laboratório Oceânico da universidade o campus da cidade de Figueira da Foz, na Grande Lisboa.

A programação contou ainda com uma mesa de debate, que reforçou as oportunidades de desenvolvimento da Economia do Mar do RN, bem como a necessidade de integração e atuação de empresas, instituições e poder público para acelerar o aproveitamento das vocações. Participaram do debate o presidente da FIERN, Roberto Serquiz; o presidente do Cluster, Djalma Júnior; o Contra-almirante Marcelo Gurgel, diretor Técnico Comercial da Emgepron; o Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do ISI-ER, do SENAI-RN, Antônio Medeiros; o diretor executivo da Intersal, Wellington Guanabara; e a gestora da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae-RN, Cátia Lopes.

O Cluster

O Cluster Tecnológico Naval do Rio Grande do Norte (CTN-RN) é uma associação civil sem fins lucrativos que visa impulsionar a geração de negócios relacionados à economia do mar potiguar. A associação foi fundada por seis instituições de interesses complementares: a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), a Intermarítima Portos e Logística S.A., o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do RN (Senai-RN), a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), a Cooperativa de Produção e Serviços da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura do Brasil (Coopesbra) e a Brava Energia.

A formação do Cluster tem por objetivo atrair a iniciativa privada para a geração de negócios e a criação de um ecossistema de prosperidade, atuando em tríplice hélice frente a indústrias, fornecedores de produtos e serviços, armadores, investidores e demais partes interessadas em seus principais segmentos de atuação.

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