Diego Breno, colunista de Esportes do NOVO Notícias

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Esporte

TOQUE DE LETRA Diego Breno: Numa final fraquíssima, a Espanha é bicampeã do mundo”

por: Diego Breno ([email protected])

Publicado 20 de julho de 2026 às 13:31

A segunda estrela

Olá, pessoal! Há finais que entram para a história pela poesia dos pés, pela formosura dos gols ou pela grandiosidade de um espetáculo inesquecível. E há aquelas que entram para a eternidade mediante um sofrimento causado por uma tensão desnecessária. Foi nesse ponto específico que classifico a final da Copa entre Espanha e Argentina. O comentarista Mauro Cezar Pereira afirmou que a Albiceleste jogou na base da “mística” – com coração, com sorte. Mas acho que nem isso, já que eu nunca tinha visto um time abdicar do ataque tanto quanto os hermanos. Do outro lado, a Fúria impôs o seu estilo num nível absurdo. Foram vinte finalizações — treze no alvo — em meio ao caos de um jogo truncado.

A segunda estrela (2)

Em um cenário no qual o futebol que víamos estava longe de ser digno de uma grande final, a coletividade dos espanhóis residia na paciência cirúrgica, nos toques característicos que buscavam dar sentido a uma partida. Enquanto isso, a Argentina apostava em apenas abdicar de jogar futebol – mesmo antes da expulsão de Enzo Fernández. No fim, o gol de Ferran na prorrogação premiou o time que quis jogar. O bicampeonato da Espanha não foi conquistado mediante uma atuação memorável, digna das grandes glórias. A segunda estrela se deu pela coragem de quem sobreviveu à pior final de Copa de todos os tempos e transformou a coletividade na dona da taça.

Tá de sacanagem!

Rodri foi eleito pela FIFA como o melhor jogador da Copa. Com todo o respeito, mas, diante de jogadores que fizeram mais, não dá para entender o porquê de ele ter sido o melhor. Não que ele não tenha jogado bem, ainda mais depois da cirurgia no joelho e do tempo de recuperação. Mas, quando você tem jogadores que resolveram partidas e fizeram história ao se tornarem grandes goleadores da competição, não dá para entender os critérios. Messi, aos 39 anos, tendo jogado no mais alto nível, e Mbappé, o maior artilheiro das Copas, mereciam mais do que o eleito. Mas enfim…

A minha Seleção dos melhores

Entre os 1.248 jogadores que estiveram na edição desta Copa – e não muito diferente de muitos por aí –, fiz a minha Seleção com os melhores. Dito isso, a minha Seleção ficou da seguinte maneira: no gol, Unai Simón (Espanha); o sistema defensivo com o lateral-direito Pedro Porro (Espanha), os zagueiros Pau Cubarsí (Espanha) e Lisandro Martínez (Argentina), e o lateral-esquerdo Marc Cucurella (Espanha); no meio de campo estão Rodri (Espanha), Jude Bellingham (Inglaterra) e Michael Olise (França); o meu trio de ataque seria Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França) e Erling Haaland (Noruega); todos eles sendo dirigidos por Luis de la Fuente (Espanha).

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Importante vantagem

Com o fim da Copa, vamos voltar 100% para a nossa realidade, que é, no momento, a Série D. Falando mais a respeito do jogo de ontem do América, foi um confronto bem equilibrado em que o Alvirrubro conseguiu fazer aquilo que se esperava: conseguir a vantagem. Mesmo que mínima, penso que ela foi fundamental, tendo em vista que o Gama necessitará se expor mais. Jogo difícil, mas, com inteligência, o América saberá trazer o resultado positivo para Natal na semana que vem.

Poderia ter sido melhor, hein?

Apesar dos desfalques, o ABC até se saiu bem no primeiro jogo contra o Luverdense. Mas, venhamos e convenhamos, poderia ter saído com uma vitória de lá. Num jogo de mata-mata, não se pode pecar tanto nas finalizações. E não é de hoje isso. Para o jogo da volta, e com os mais de 18 mil torcedores previstos, o pensamento tem que ser o mesmo que foi contra o Águia: pressionar e torcer para que os pés estejam mais calibrados.

Força, Shak!

Para encerrar a nossa coluna desta semana, quero deixar aqui toda a força do mundo para a lateral-esquerda do União, a Shakira, que perdeu sua mãe no dia de ontem. Nesse momento de dor, só me resta seguir orando para que Deus conforte o coração da Shak e o de todos os seus familiares e amigos. Que todos eles tenham forças para seguir diante desta perda. Bom, me despeço por aqui. Voltamos na próxima semana. Um abraço e cuidem-se bem.

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