Construção civil segue enfrentando aumento dos custos no Rio Grande do Norte. | Foto: Reprodução

Economia

ECONOMIA Construir no RN fica mais caro após 5ª alta seguida dos custos da construção

Indicador do Sinduscon-RN voltou a subir em junho e entidade afirma que juros, burocracia e custos elevados continuam pressionando o setor

por: NOVO Notícias

Publicado 29 de julho de 2026 às 15:10

Quem pretende construir ou comprar um imóvel no Rio Grande do Norte pode enfrentar custos maiores nos próximos meses. O Custo Unitário Básico da Construção (CUB/m²), indicador usado como referência pelo setor, registrou alta de 1,35% em junho e chegou a R$ 2.134,18 por metro quadrado no padrão R8-N. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon-RN), esta é a quinta alta consecutiva do indicador em 2026.

De acordo com a entidade, o resultado reflete um cenário de custos elevados para a construção civil. O sindicato atribui esse comportamento ao aumento dos preços de insumos, ao reajuste da mão de obra, ao crédito com juros elevados e às dificuldades do ambiente econômico.

Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, mesmo com investimentos das empresas em produtividade e novas tecnologias, parte dos fatores que elevam os custos está fora do controle do setor.

“A construção civil vem fazendo sua parte, investindo em produtividade, inovação, industrialização e novas tecnologias para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência. Mas existem fatores que fogem ao controle das empresas. O elevado custo do capital, um ambiente econômico ainda instável e processos burocráticos que retardam investimentos acabam pressionando o custo final dos empreendimentos”, afirmou.

O Sinduscon-RN explica que o CUB é utilizado como referência técnica para elaboração de orçamentos de obras. Segundo a entidade, quando o indicador sobe de forma contínua, isso pode influenciar os custos dos empreendimentos e afetar a capacidade de investimento das empresas, além da oferta de novos imóveis.

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O presidente da entidade também defendeu medidas para reduzir a burocracia e dar mais agilidade aos processos de licenciamento. Na avaliação dele, a demora na aprovação de projetos, a insegurança jurídica e o ambiente regulatório impactam os custos da construção tanto quanto parte dos insumos utilizados nas obras.

Ainda segundo Sérgio Azevedo, a construção civil depende de um cenário econômico mais favorável para ampliar os investimentos. Ele afirma que fatores como controle da inflação, redução estrutural dos juros, equilíbrio fiscal e maior segurança jurídica são importantes para estimular novos empreendimentos, gerar empregos e ampliar o acesso da população à casa própria.

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