Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é alvo de investigação | Foto: Divulgação
Investigadores que acompanham o caso envolvendo o Banco Master passaram a definir a instituição, nos bastidores da apuração, como uma “máfia fantasiada de banco”. A expressão é usada para descrever, segundo os investigadores, uma estrutura que teria funcionamento organizado, com divisão de tarefas e diferentes frentes de atuação.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero para investigar suspeitas de ações coordenadas em redes sociais contra a credibilidade e a atuação do Banco Central.
A apuração também envolve suspeitas de intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e tentativa de obtenção de informações sigilosas, segundo os investigadores.
O avanço das investigações teria sido impulsionado pelo conteúdo encontrado nos celulares apreendidos. Segundo a avaliação dos responsáveis pelo caso, os dispositivos ajudaram a reconstruir a estrutura do grupo e identificar estratégias que, em alguns casos, não chegaram a ser executadas.
Esse conjunto de provas é apontado como um dos motivos para a resistência dos investigadores em aceitar uma eventual delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
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Segundo investigadores ouvidos pelo blog, as propostas apresentadas até agora não teriam acrescentado informações consideradas relevantes ao que já havia sido identificado. A avaliação é de que o empresário também não teria assumido responsabilidade pelos fatos investigados.
A situação faz com que a possibilidade de um acordo de colaboração fique, neste momento, mais distante, embora a defesa de Vorcaro continue buscando alternativas para tentar reabrir essa negociação.
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