Lula e Bolsonaro estão no centro de uma articulação política que envolve a possibilidade de perdão ao ex-presidente. | Foto: Reprodução

Política

POLÍTICA Aliados de Lula defendem perdão a Bolsonaro para evitar pressão no Senado

Segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, a medida poderia evitar que a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e pedidos de impeachment contra ministros do STF ganhem espaço no Senado em 2027

por: NOVO Notícias

Publicado 8 de novembro de 2026 às 12:38

Aliados do presidente Lula (PT) defendem que ele considere conceder perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão no processo sobre a trama golpista. Segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, a proposta busca evitar que a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro se transforme em uma disputa recorrente no Senado a partir de 2027.

A preocupação dos aliados está na composição da Casa. A partir de fevereiro de 2027, o PL deverá estar entre as maiores bancadas do Senado. Nesse cenário, projetos de anistia para Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro podem voltar à discussão entre os parlamentares.

Os aliados avaliam que, se Lula concedesse o benefício, o governo poderia evitar que o assunto dominasse os debates no Senado e tirasse espaço de outras propostas de interesse do Planalto.

A proposta também envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dos interlocutores, o perdão poderia diminuir a pressão de setores da direita por pedidos de impeachment contra ministros da Corte, entre eles Alexandre de Moraes.

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Do ponto de vista jurídico, a anistia precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Já o presidente da República pode conceder indulto e comutar penas, conforme prevê a Constituição. A graça, por sua vez, é uma modalidade de perdão individual.

Até o momento, não há indicação de que Lula tenha decidido conceder algum tipo de perdão a Bolsonaro.

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