Dinheiro - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — indicador que representa a soma de todos os bens e serviços finais gerados no país — cresceu 3,4% no consolidado de 2024, atingindo o montante de R$ 11,7 trilhões em valores correntes. Os dados anuais definitivos do Sistema de Contas Nacionais foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o desempenho apurado pela pesquisa, o PIB per capita nacional (calculado por meio da divisão direta da riqueza global pelo contingente populacional do país) encerrou o ano fixado em R$ 55.410,12 por habitante.
O crescimento da economia brasileira foi sustentado pelo ritmo positivo de 11 dos 12 grupos de atividades produtivas monitorados pelo instituto, que apresentaram estabilidade ou expansão ao longo do ano. O setor agropecuário foi o único segmento produtivo a registrar retração.
Desempenho setorial na ótica da produção
Sob a perspectiva da oferta de produtos e serviços, o setor terciário (Serviços) liderou o avanço anual ao registrar alta de 3,8%, seguido pelo crescimento de 3,1% verificado na atividade da Indústria. Em contrapartida, a produção da Agropecuária registrou retração de 3,7% no fechamento do período.
No cálculo do Valor Adicionado Bruto (VAB) — medida que quantifica o valor econômico exclusivo criado por cada setor após o desconto dos custos dos insumos utilizados na produção —, o crescimento geral foi de 3,1%. Os Serviços contribuíram com 2,6 pontos percentuais desse resultado e a Indústria respondeu por 0,8 ponto percentual, somando juntos mais de 93% do peso do indicador nacional.
A queda na Agropecuária representou um impacto negativo de 0,3 ponto percentual no cômputo final. No ramo de serviços, todas as atividades tiveram resultado positivo, com a maior elevação registrada no segmento de informação e comunicação, que subiu 6,1%.
Consumo das famílias e recuperação dos investimentos
Pela ótica da demanda (o destino final dos bens e serviços adquiridos), o consumo total cresceu 4,4% em 2024. A força motriz da alta esteve nas compras do consumo das famílias, que se expandiram em 5,1%, enquanto a despesa de consumo final da administração pública (gastos do governo) avançou 2,0%.
Outro destaque positivo foi a recuperação dos investimentos produtivos do país. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — métrica que afere a aquisição de maquinários industriais, desenvolvimento de infraestrutura, pesquisa e obras de construção civil — registrou alta de 6,9% em 2024, revertendo a contração de 3,0% anotada no fechamento de 2023. A taxa de investimento encerrou o ano em 16,9% do PIB.
Transição metodológica
Em nota técnica, o IBGE esclareceu que a divulgação aberta e detalhada dos dados anuais do PIB definitivo permanece temporariamente suspensa para a incorporação de novos parâmetros censitários. O instituto informou que o órgão está em processo de transição para a nova base referencial de 2021, mantendo nesta publicação as estimativas agregadas da série histórica atualizada até 2024 sobre a matriz de referência de 2010.
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