O Rio Grande do Norte registrou 113.935 inscrições confirmadas para o Enem 2026, o que representa um crescimento de 0,63% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As inscrições consolidam avanço progressivo na participação de candidatos potiguares em comparação aos anos anteriores, quando foram contabilizados 109.415 inscritos em 2024 e 113.229 em 2025.
O número de inscritos é o maior registrado no estado desde 2020, quando o exame contabilizou 129.102 participantes. Apesar do volume expressivo de inscrições naquele ano, a edição também marcou um recorde de ausências no Rio Grande do Norte devido à pandemia de Covid-19, com uma taxa de abstenção de 49,6%.
O perfil dos participantes no estado é marcado pela gratuidade e pelo protagonismo feminino, com 81.039 pessoas contempladas pela isenção da taxa e 32.896 inscritos que realizaram o pagamento, além de as mulheres representarem a maioria absoluta de 63,98% do total, enquanto os homens correspondem a 36,02%.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas em dois domingos consecutivos, começando no dia 8 de novembro, quando os candidatos enfrentarão as avaliações de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, além da Redação dissertativo-argumentativa, dispondo de 5 horas e 30 minutos para concluir o caderno.
O segundo domingo de exames ocorrerá em 15 de novembro, com duração de 5 horas para a realização das provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.
Em todo o território nacional, os horários seguem rigidamente o fuso de Brasília, com abertura dos portões às 12h, fechamento pontual às 13h — momento em que o acesso é encerrado —, início das provas às 13h30 e término às 19h no primeiro domingo e às 18h30 no segundo.
Para a entrada nos locais de prova, é obrigatória a apresentação de um documento de identificação original com foto, como cédulas de identidade civis, Carteira de Identidade Nacional (CIN), carteiras de conselhos de classe, passaporte, CNH ou Carteira de Trabalho física emitida após 27 de janeiro de 1997, sendo também permitidos documentos digitais apresentados exclusivamente pelos aplicativos oficiais no celular, como o Gov.br, com proibição de capturas de tela, enquanto candidatos estrangeiros devem portar passaporte original, documento de refúgio do Ministério da Justiça, Documento Provisório de Registro Nacional Migratório ou identidade de países do Mercosul.
A prova de redação do Enem exige um texto dissertativo-argumentativo avaliado em até 1.000 pontos, corrigido de forma anônima e independente por dois avaliadores com base na Matriz de Referência do Ministério da Educação. A nota divide-se em cinco competências de 200 pontos cada: domínio da norma-padrão escrita, compreensão da proposta aliada ao uso de repertório sociocultural, projeto de texto estruturado com argumentação lógica, emprego adequado de recursos coesivos e elaboração de proposta de intervenção social composta obrigatoriamente por cinco elementos (agente, ação, meio, efeito e detalhamento), em respeito aos direitos humanos.
A avaliação penaliza expressamente o recurso a “repertórios de bolso” — citações genéricas ou fórmulas memorizadas inseridas de modo artificial sem aderência ao recorte proposto. Para que a bagagem cultural do participante seja considerada produtiva pela banca examinadora, ela deve comprovar legitimidade acadêmica ou artística, manter pertinência temático-conceitual evidente com o problema formulado e atuar diretamente na sustentação da tese defendida ao longo do desenvolvimento.
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