Donald Trump não pretende apoiar as pretensões políticas de Flávio Bolsonaro, segundo fontes ouvidas pela Reuters. | Foto: Reprodução
Apesar de ajudar Flávio e a família a fugir para os EUA, governo norte-americano não respaldará sua tentativa de se apresentar como líder legítimo do Brasil, segundo agência de notícias
Publicado 30 de outubro de 2026 às 13:48
O governo de Donald Trump não deve apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na tentativa de se apresentar como líder legítimo do Brasil. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pela agência Reuters, com base em relatos de uma autoridade norte-americana e de outra pessoa com conhecimento do assunto. A posição contrasta com a ajuda recebida pelo senador ao fugir para os Estados Unidos na madrugada da última terça-feira (27).
Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato, a administração norte-americana não tem planos de apoiar as ambições políticas de Flávio. Elas ressaltaram, porém, que Trump ainda pode mudar de posição.
A avaliação é que Trump estaria agindo assim na tentativa de evitar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por meses de tensão após o tarifaço. Trump chegou a questionar a condução das eleições brasileiras, mas afirmou que mantém uma boa relação com Lula (PT), reeleito no domingo (25).
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Apesar da falta de apoio político, integrantes do governo norte-americano ajudaram Flávio a chegar aos Estados Unidos com a família. Segundo a Reuters, Jason Miller, assessor próximo de Trump, ajudou a organizar o voo particular que levou o senador da Argentina a Miami, onde Flávio e a família tiveram a entrada autorizada por Trump após recomendação do secretário de Estado, Marco Rubio.
Já em Miami, Flávio publicou uma carta com teor golpista na qual se declarou “presidente eleito” do Brasil. Minutos depois, retirou a expressão e divulgou uma nova versão do documento, na qual passou a se apresentar como “líder” legítimo do país. Informações publicadas na imprensa nacional constam que a retirada do termo foi uma “ordem” de Trump a Flávio.
A Reuters também ouviu uma terceira autoridade americana, segundo a qual a saída do senador do Brasil provocou críticas entre conservadores que esperavam que ele comandasse a oposição nos próximos anos.
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