Passagens aéreas tiveram alta de 14,5% em agosto, enquanto o turismo brasileiro registrou faturamento recorde. | Foto: Reprodução
O turismo brasileiro faturou R$ 192,9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, mas viajar ficou mais caro. As tarifas aéreas registraram alta de 14,5% em agosto, enquanto o número de passageiros cresceu apenas 2,3%, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgado nesta sexta-feira (30).
O faturamento do setor cresceu 3,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram movimentados R$ 186,6 bilhões. Somente em agosto, a receita chegou a R$ 24,5 bilhões, uma alta de 2,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O resultado representa um recorde para o mês de agosto e também para o acumulado dos oito primeiros meses do ano desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.
Mas há um detalhe importante: o setor está faturando mais sem que o número de viajantes cresça no mesmo ritmo. Segundo a FecomercioSP, o aumento dos preços teve peso maior no resultado do que a expansão da quantidade de turistas.
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No transporte aéreo de passageiros, o faturamento chegou a R$ 7,7 bilhões em agosto, crescimento de 3,1%. No acumulado de janeiro a agosto, a alta foi de 5%.
Para 2026, a FecomercioSP projeta crescimento de aproximadamente 3% no turismo brasileiro. Se a previsão se confirmar, o setor fechará o ano com novo recorde. A entidade, porém, alerta para a pressão sobre os preços das viagens, especialmente por causa dos custos operacionais das companhias aéreas e do petróleo.
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