Cadu Xavier falou sobre o déficit da Previdência, os salários de gestores públicos e as obras consideradas prioritárias | Foto: Reprodução

Economia

CONTAS PÚBLICAS R$ 200 milhões por mês: Cadu defende maior contribuição dos Poderes à Previdência do RN

Governador eleito propõe ampliar a contribuição patronal para reduzir o déficit previdenciário; ele também estima em até R$ 700 milhões o custo da terceira ponte de Natal

por: NOVO Notícias

Publicado 27 de outubro de 2026 às 12:58

O déficit mensal da Previdência do RN é de quase R$ 200 milhões, segundo o governador eleito Cadu Xavier (PT). Para reduzir esse déficit, ele defende que os Poderes estaduais aumentem sua contribuição para a Previdência dos servidores públicos.

“São quase 200 milhões por mês de déficit”, disse Cadu, em entrevista à Jovem Pan News Natal nesta terça-feira (27). Ele defendeu o aumento da contribuição patronal do Tribunal de Justiça (TJRN), do Ministério Público (MPRN) e do Tribunal de Contas (TCE-RN). A proposta, segundo ele, ajudaria a reforçar os recursos destinados à Previdência estadual.

Cadu também defendeu uma discussão sobre a remuneração dos gestores públicos. Ele citou o salário de R$ 5 mil do diretor do Hospital Walfredo Gurgel e disse considerar o valor baixo diante das responsabilidades do cargo.

Para o governador eleito, discutir a remuneração é uma forma de atrair profissionais qualificados. Ele também reconheceu que há trabalhadores que vivem com um salário mínimo.

Terceira ponte pode custar até R$ 700 milhões

A construção da terceira ponte sobre o Rio Potengi, em Natal, também entrou na entrevista. Cadu estimou que a obra custaria entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões e disse que o Estado não teria condições de pagar a conta sozinho.

Segundo ele, a equipe pretende negociar recursos com o governo federal durante a transição. A duplicação da BR-304 e o hospital metropolitano também foram citados entre as prioridades.

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Sobre a relação com a governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário, Cadu disse que manterá o diálogo, mas pretende dar um estilo próprio à gestão. “Mas o governador eleito fui eu”, declarou.

Cadu também afirmou que aceitará indicações políticas para cargos no governo, desde que os indicados tenham honestidade, capacidade técnica e sensibilidade social.

Fila de cirurgias tem cerca de 20 mil pessoas

Na área da saúde, Cadu disse que pretende avaliar a situação das secretarias e identificar os principais problemas antes de definir as primeiras medidas. Segundo ele, cerca de 20 mil pessoas aguardam por cirurgias eletivas na rede estadual.

Sobre concursos e reforço das polícias, o governador eleito afirmou que novas convocações dependerão da situação financeira do Estado.

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