O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza
Corte eleitoral atendeu a pedido da Federação Brasil da Esperança e fixou multa de R$ 1 milhão por hora; prefeito alega que veículos estavam adesivados com propaganda do PT
Publicado 25 de outubro de 2026 às 13:59
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após a constatação de que ao menos 75 ônibus do transporte público coletivo da capital baiana foram retidos e impedidos de deixar as garagens na manhã deste domingo (25), durante a votação do segundo turno. A decisão judicial acolheu uma representação de urgência formulada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e fixou multa cominatória de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem de restabelecimento integral da frota em circulação.
A petição apresentada pela coligação partidária requereu providências imediatas para assegurar a gratuidade do transporte e o deslocamento regular dos eleitores aos locais de votação, sustentando a prática de crime eleitoral pelo descumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a garantia do serviço público em dias de pleito. A reportagem solicitou manifestação formal ao secretário Pablo Souza e aguarda resposta.
Antes da expedição da ordem de prisão contra o secretário, o senador eleito e ex-ministro Rui Costa (PT-BA) havia declarado que a assessoria jurídica do partido protocolaria também um pedido de prisão contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Em declarações à coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, o petista acusou o chefe do Executivo soteropolitano de atuar para dificultar o exercício do voto pelos cidadãos da capital.
Em resposta às acusações, o prefeito Bruno Reis rebateu com críticas a Rui Costa, utilizando o termo “vagabundo” para classificar as declarações do adversário, e negou qualquer manobra deliberada para reduzir o fluxo de viagens na cidade. O gestor soteropolitano afirmou que o município mantém o compromisso com o transporte gratuito nos dias de pleito e esclareceu que o atraso na liberação dos 75 coletivos decorreu de uma ação de militantes sindicais ligados ao PT, que teriam colado adesivos de campanha política nas janelas dos veículos no portão de uma concessionária. De acordo com Reis, a retenção temporária foi necessária para que as equipes técnicas descolassem o material irregular das frotas públicas, garantindo que os veículos já foram liberados e reintegrados às linhas urbanas.
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