Lula e Flávio Bolsonaro autorizaram a abertura de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, mas os dados ainda não foram divulgados. | Fotos: Renato Pizzutto/Band
Campanhas entregaram procurações ao TSE, mas os dados bancários, fiscais e telefônicos ainda não foram divulgados. Flávio também cobra informações sobre os gastos com cartões corporativos da Presidência
Publicado 23 de outubro de 2026 às 11:28
As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procurações que autorizam a abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos. As informações, porém, ainda não foram divulgadas, e não há previsão de quando isso ocorrerá. O acordo foi assinado na quinta-feira (22), três dias antes do segundo turno, neste domingo (25). A medida também abrange familiares e empresas ligadas aos dois candidatos.
A campanha de Flávio cobra ainda a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência e da agenda da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
A campanha de Lula pediu que o ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, intermedie a divulgação para garantir que os dados dos dois candidatos sejam apresentados ao mesmo tempo e por inteiro. A campanha de Flávio, por sua vez, discorda da tentativa de envolver a Justiça Eleitoral e cobra que Lula divulgue as informações exigidas.
Mendonça afirmou que os candidatos podem divulgar os próprios dados por iniciativa própria, sem precisar de autorização da Justiça. O ministro também destacou que a divulgação voluntária não substitui investigações oficiais sobre possíveis irregularidades.
O embate começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos também.
Flávio condicionou o acordo à inclusão dos dados do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e dos gastos com cartões corporativos da Presidência. A campanha também incluiu a agenda da primeira-dama entre as condições apresentadas.
Lula aceitou as exigências, e as campanhas assinaram o acordo na quinta-feira (22). Apesar do compromisso, a divulgação dos dados ainda não ocorreu.
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