Genéricos - Foto: Arquivo/Agência Brasil
Os medicamentos genéricos representam cerca de 40% de todas as caixas de remédios comercializadas no Brasil, gerando uma economia acumulada estimada em mais de R$ 434 bilhões para os consumidores desde o início dos anos 2000. O balanço estatístico foi divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) no marco das celebrações dos 25 anos de fundação da entidade setorial, que congrega 14 grandes fabricantes responsáveis por 90% da oferta dessa categoria no país.
Dados consolidados no Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) revelam que, em 2025, os genéricos atingiram a marca de 2,9 bilhões de embalagens vendidas, respondendo por 46,1% de todas as 6,3 bilhões de unidades dispensadas no território nacional. Segundo levantamento da consultoria de saúde IQVIA, as vendas em unidades dessa classe farmacêutica avançaram 34,78% entre 2021 e 2025, ritmo superior à média de 19,01% registrada pela totalidade do mercado farmacêutico. O segmento movimentou R$ 23 bilhões em valores nominais no último ano, representando uma alta de 74,97% sobre 2021, enquanto de janeiro a setembro de 2026 o volume de unidades vendidas subiu 5,34%, ante 2,04% do mercado geral.
Com preços que garantem desconto médio de até 70% em comparação com as fórmulas de referência patenteadas, a expansão concentra-se prioritariamente no suporte a pacientes com enfermidades de longa duração. No acumulado de 12 meses encerrado em setembro de 2026, foram vendidas 987,6 milhões de caixas destinadas ao tratamento contínuo de seis grupos crônicos, um avanço de 38,7% frente ao período correspondente em 2022. O maior crescimento proporcional foi constatado em fármacos para o controle de colesterol (alta de 70,43%), antidepressivos (61,82%), tratamentos para diabetes (47,80%) e remédios contra a hipertensão arterial (30,38%). A categoria atende a 90% das doenças prevalentes no país e fornece 85% dos itens distribuídos pelo Programa Farmácia Popular.
O presidente-executivo da PróGenéricos, Tiago Moraes Vicente, aponta que a estabilidade regulatória da Anvisa e o fomento à concorrência foram os pilares para consolidar a credibilidade da indústria nacional. Para os próximos anos, a estratégia do setor direciona-se à ampliação dos medicamentos biossimilares — formulações com equivalência biológica destinadas a tratamentos de alta complexidade em oncologia, reumatologia e doenças autoimunes. O país conta atualmente com 106 registros de biossimilares vinculados a 22 princípios ativos, segmento em que as indústrias associadas saltaram de 4.216 unidades comercializadas em 2022 para 102.482 em 2026, ampliando sua participação nessa área específica de 0,75% para 5,26% do mercado brasileiro.
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