Estudantes do RN levam pesquisa sobre a Caatinga à FAO em meio a debate global sobre fome e segurança alimentar no dia Mundial da Alimentação.
Projeto desenvolvido por alunas do Iern Natal investiga uso de microalgas no semiárido; instituto articula ser ponto focal da agência da ONU no Brasil
Publicado 16 de outubro de 2026 às 16:03
Neste ano, o Dia Mundial da Alimentação tem como tema “Inovar hoje para nutrir o amanhã”. Segundo a FAO, embora o mundo produza alimentos suficientes para nutrir a população, 645 milhões de pessoas ainda enfrentam a fome e 2,69 bilhões não conseguem pagar por uma dieta saudável. Conflitos, instabilidade econômica e eventos climáticos extremos aumentam a pressão sobre a produção e o acesso aos alimentos. “Temos o conhecimento, a tecnologia e a capacidade para alimentar o mundo. Está na hora de os utilizar.” António Guterres, secretário-geral da ONU
O Fórum Mundial da Alimentação reúne governos, cientistas e jovens em Roma para tratar de temas fundamentais para a vida humana. Um grupo de estudantes do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN Natal) participam, em Roma, na Itália, do Fórum Mundial da Alimentação 2026, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “ Um dado da FAO que também chamou muita a nossa atenção é que 1,7 bilhão de pessoas vivem em regiões onde a degradação do solo reduz a produtividade agrícola. Isso mostra como cuidar da terra é fundamental para o futuro da alimentação”. Ressaltaram Helena Marillac e Ana Terra Duarte, alunas que integram o grupo do IERN.
A programação, realizada de 8 a 16 de outubro, que está sendo encerrada no Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta sexta-feira (16), reúne discussões sobre combate à fome, inovação científica, mudanças climáticas e transformação dos sistemas agroalimentares.
“Está sendo muito impactante participar desse evento. Nossa pesquisa busca investigar alternativas para recuperar solos degradados da Caatinga e contribuir para esse desafio. Precisamos unir forças para aprofundar a pesquisa e trazer soluções em grande escala.” Reforçaram as pesquisadoras Vitória, Júlia e Clara que também participam do grupo.
As estudantes integram o projeto Ka’atinga, que investiga o potencial de microalgas na recuperação de da flora que alimenta a fauna da Caatinga. A pesquisa desenvolvida na escola pública potiguar dialoga com um dos desafios centrais da agenda internacional: ampliar a produção sustentável de alimentos e preservar os recursos naturais dos quais a agricultura depende.
“Ficamos muito felizes porque tivemos uma reunião em Roma que reforçou a possibilidade do IERN se transformar no ponto focal nacional da Fao no Brasil. Será uma honra para todos nós.” Reforçou o diretor do IERN Natal Joas Andrade que está acompanhando o projeto coordenado pelos professores Helton e Acacio do curso técnico de química do IERN.
A proposta também faz parte das ações do @nextgensustentavel, projeto criado com apoio de jovens potiguares formadas em direito e relações internacionais que também participam do Fórum da Fao em Roma.”Acreditamos que a transformação começa quando compartilhamos conhecimento e criamos oportunidades para que jovens e comunidades participem ativamente das decisões sobre o futuro. Levar essa experiência a um espaço internacional como o Fórum da FAO amplia esse diálogo e mostra que os jovens podem contribuir com soluções concretas para os desafios ambientais e sociais”, destacam.
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