Mensagens internas da Meta estão no centro de questionamentos sobre o tratamento dado às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas redes sociais. | Foto: Reprodução
Reportagem da Folha aponta restrições ao impulsionamento de publicações de Lula no Instagram e recomendações ao perfil de Flávio Bolsonaro. Meta atribui problemas a falhas técnicas; TSE determinou tratamento igual às campanha
Publicado 16 de outubro de 2026 às 16:11
Mensagens internas da Meta obtidas pela Folha de S.Paulo indicam que problemas técnicos impediram a campanha de Lula (PT) de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas. Os registros também apontam que os sistemas da empresa recomendaram o perfil de Flávio Bolsonaro (PL).
As informações foram publicadas nesta sexta-feira (16) e mostram como falhas nas plataformas digitais passaram a fazer parte da disputa eleitoral entre os dois candidatos à Presidência da República.
Segundo a Folha, em 9 de outubro, o perfil oficial de Lula ficou sem conseguir impulsionar publicações do feed do Instagram por quase 24 horas. Em uma mensagem interna reproduzida pela Folha, um funcionário afirmou que a conta de Lula estava “limitada” em comparação com a de Flávio e citou o risco de uma ação judicial.
A reportagem também relata que os sistemas da Meta recomendaram o perfil de Flávio no Instagram e o canal do candidato no WhatsApp.
Segundo a Folha, engenheiros da Meta relataram falhas técnicas. A empresa atribuiu os problemas a questões técnicas e afirmou que aplica as mesmas regras às candidaturas. A campanha de Flávio Bolsonaro disse que não enfrentou problemas semelhantes e que suas operações seguiram normalmente.
Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Meta adote medidas para garantir tratamento igual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. A decisão prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
As mensagens internas e os relatos de falhas técnicas, por si só, não comprovam que a Meta tenha favorecido intencionalmente uma das campanhas. A empresa nega tratamento desigual e atribui os problemas a falhas técnicas.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias