Flávio Bolsonaro afirmou ter buscado recursos para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. | Foto: Reprodução

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POLÍTICA Delator relata suspeita de fraude em fundo que recebeu US$ 12 milhões ligados a filme de Bolsonaro

Em delação premiada, empresário afirma que fez sete aportes no Havengate a pedido de Daniel Vorcaro e não conseguiu recuperar o dinheiro; Flávio Bolsonaro nega irregularidades

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de outubro de 2026 às 13:24

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, afirma que investiu mais de 12,3 milhões de dólares no fundo Havengate, nos Estados Unidos, e não conseguiu recuperar o dinheiro. O valor equivale a cerca de R$ 62,8 milhões, considerando a cotação de setembro de 2025. O fundo Havengate, que recebeu os aportes, é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, segundo reportagens da Folha de S.Paulo e do Intercept Brasil.

Em delação premiada, Freixo Junior disse que fez sete aportes a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o empresário, ele acreditava estar fazendo um investimento, mas afirma ter sido vítima de uma fraude.

O dinheiro foi enviado por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa que pertencia a Freixo Junior. O fundo Havengate foi relacionado ao financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o delator, ele não sabia que os recursos poderiam ser destinados à produção.

Uma reportagem da revista piauí mostrou que uma versão inicial do documento previa o envio do dinheiro à produtora Go Up, no Brasil. Os repasses, porém, foram feitos ao Havengate, com sede no Texas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado apontado na reportagem como ligado a Eduardo Bolsonaro.

Segundo o Intercept, o Havengate também recebeu recursos de investidores para um empreendimento imobiliário no Texas que não chegou a ser realizado.

Flávio Bolsonaro afirmou ter buscado recursos para financiar o filme e nega irregularidades. Ele havia prometido prestar contas dos valores. Em outubro, a Polícia Federal também solicitou cooperação internacional para rastrear recursos que poderiam ter sido destinados à produção.

Na mesma delação, Freixo Junior afirmou ter conseguido R$ 1,3 bilhão em dinheiro vivo para Vorcaro ao longo de cerca de dois anos e meio. Segundo o empresário, os valores eram obtidos por meio de operadores e entregues ao banqueiro ou a pessoas indicadas por ele.

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