Quando ele se formar, ele vai ter R$ 10 mil para começar a sua iniciação profissional", declarou Lula. Foto: Ricardo Stuckert
De acordo com o presidente, os contemplados receberão parcelas mensais de R$ 700 durante dez meses ao longo do ano letivo. Ao final de cada período anual, o governo depositará um incentivo adicional de R$ 2,5 mil em uma conta poupança
Publicado 13 de outubro de 2026 às 19:00
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (13), a proposta de estender o programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior a partir de 2027, caso seja reeleito para um novo mandato. O comunicado foi divulgado por meio de vídeo publicado em suas redes sociais a 12 dias do segundo turno das eleições.
De acordo com o presidente, os contemplados receberão parcelas mensais de R$ 700 durante dez meses ao longo do ano letivo. Ao final de cada período anual, o governo depositará um incentivo adicional de R$ 2,5 mil em uma conta poupança.
Valores e público-alvo
A medida abrangerá estudantes matriculados em universidades federais, estaduais e bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A previsão inicial é contemplar 1 milhão de universitários por ano.
“Como o curso é de quatro anos, quatro vezes R$ 2,5 mil dá R$ 10 mil. Quando ele se formar, ele vai ter R$ 10 mil para começar a sua iniciação profissional”, declarou Lula.
Segundo o porta-voz da campanha e senador Camilo Santana (PT-CE), o objetivo do projeto é “garantir que nenhum jovem nesse país desista do sonho de concluir ensino superior”.
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Custos e fontes de recursos
O custo total estimado para a implementação do benefício no ensino superior é de aproximadamente R$ 4,6 bilhões por ano.
Conforme o planejamento informado pela campanha, a fonte dos recursos financeiros para custear os pagamentos será o Fundo Social do pré-sal.
Histórico do programa
Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia original é um incentivo financeiro educacional voltado a alunos do ensino médio da rede pública e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O formato atual opera como uma poupança para estimular a permanência nas salas de aula e combater a evasão: uma parte dos repasses mensais é liberada para saque imediato mediante assiduidade escolar, enquanto o restante fica retido para retirada somente após a conclusão da etapa de ensino.
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