Levantamento reúne senadores eleitos favoráveis ao impeachment de ministros do STF que aparecem em investigações ou apurações. | Foto: Reprodução
Levantamento do Metrópoles aponta que 16 dos 31 senadores eleitos favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo são investigados ou citados em apurações. Rogério Marinho, do RN, também aparece na lista
Publicado 9 de outubro de 2026 às 14:16
Mais da metade dos senadores eleitos que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aparece em investigações ou apurações em andamento. Segundo levantamento publicado pelo Metrópoles nesta sexta-feira (9), são 16 dos 31 parlamentares eleitos com esse posicionamento.
As situações, porém, são diferentes. Alguns são investigados ou foram denunciados; outros aparecem apenas citados em apurações, sem serem formalmente investigados nesses casos. No RN, o senador Rogério Marinho (PL) também aparece no levantamento. O caso citado envolve a contratação de uma médica durante o período em que ele era vereador em Natal.
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Em agosto de 2023, a Justiça reconheceu a prescrição das sanções de perda da função pública e suspensão dos direitos políticos que haviam sido impostas anteriormente. A decisão, no entanto, manteve a obrigação de ressarcimento ao erário, referente aos valores pagos à servidora.
Bia Kicis (PL-DF) — Destinou uma emenda de R$ 250 mil a um projeto do Instituto Viver Brasil, citado nas investigações sobre o caso Dark Horse. Segundo o levantamento, ela não é investigada nesse caso.
Carlos Bolsonaro (PL-SC) — O Ministério Público do Rio de Janeiro reabriu uma investigação sobre suspeita de “rachadinha”, prática em que parte dos salários de servidores é desviada.
Carlos Jordy (PL-RJ) — Foi alvo da Operação Galho Fraco, da Polícia Federal, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos da cota parlamentar.
Carol de Toni (PL-SC) — Foi citada em uma decisão de 2021 que instaurou o inquérito das milícias digitais no STF. Segundo o levantamento, o inquérito continua ativo.
Eduardo Gomes (PL-TO) — Foi citado em apuração sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Segundo o levantamento, a Polícia Federal pediu a abertura de investigação sobre sua conduta. O material fornecido não aponta condenação nesse caso.
Fernando Máximo (PL-RO) — Foi citado nas investigações da Operação Polígrafo, que apura suspeitas de fraude na compra de testes rápidos de Covid-19 durante a pandemia.
Filipe Barros (PL-PR) — Foi citado no Inquérito das Fake News e em um pedido de investigação relacionado ao caso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo o levantamento, ele não era investigado nesse último caso.
Gustavo Gayer (PL-GO) — Foi indiciado pela Polícia Federal em investigação sobre suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar. Na época, negou irregularidades e alegou perseguição política.
Lucas Barreto (PSD-AP) — Uma emenda de sua autoria foi citada nas investigações da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de desvio de recursos destinados à saúde em Macapá. Segundo o levantamento, ele não é investigado nesse caso.
Marcel van Hattem (Novo-RS) — Foi denunciado pelo procurador-geral da República por declarações feitas na tribuna da Câmara sobre o delegado da Polícia Federal Fábio Shor.
Márcio Bittar (PL-AC) — Uma decisão da Justiça Federal do Acre apontou irregularidades em uma emenda parlamentar destinada à Santa Casa da Amazônia.
Michelle Bolsonaro (PL-DF) — Foi citada em relatório da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro e repasses financeiros. Segundo o levantamento, ela não é investigada nesse caso.
Arthur Lira (PP-AL) — O material fornecido afirma que ele foi alvo de investigação sobre suspeita de desvio de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados à compra de kits de robótica para escolas. Em 2023, o ministro Gilmar Mendes suspendeu o andamento da investigação. A inclusão do nome nesta lista de senadores precisa ser conferida.
Rogério Marinho (PL-RN) — Foi citado em ação de improbidade administrativa relacionada à contratação de uma médica quando era vereador em Natal. Em agosto de 2023, a Justiça reconheceu a prescrição das sanções de perda da função pública e suspensão dos direitos políticos, mas manteve a obrigação de ressarcimento ao erário.
Nota do Metrópoles: o material recebido detalha 14 nomes, embora o levantamento informe um total de 16 senadores. A lista precisa ser conferida na publicação original antes de ser apresentada como completa.
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