Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução

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Master PF e PGR rejeitaram delação premiada de Daniel Vorcaro por falta de provas

Autoridades apontaram ausência de elementos mínimos de credibilidade; grupo de juristas aponta manobra eleitoral em citação a documentário de Lula

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de outubro de 2026 às 10:52

Integrantes da Polícia Federal (PF) confirmaram nesta sexta-feira (9) a recusa da proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão de não avançar com as tratativas foi fundamentada na ausência de elementos materiais mínimos que conferissem credibilidade às declarações do investigado. A rejeição por critérios técnicos também contou com parecer convergente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A confirmação do posicionamento dos órgãos de controle ocorreu após a revista Veja divulgar que o ex-banqueiro teria relatado supostas operações financeiras com interlocutores governamentais para o custeio de um documentário sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No ambiente governista e na cúpula do PT, as acusações são vistas como uma estratégia de reação judicial do ex-banqueiro, que cumpre prisão preventiva e protocolou em setembro um pedido de migração para o regime domiciliar.

Interlocutores petistas sustentam que as menções visam gerar desgaste eleitoral para beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de tentar desviar o foco de mensagens e áudios que indicam que a campanha do parlamentar teria solicitado repasses de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) ao empresário para o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.

A conduta nas tratativas também motivou o acionamento formal da Polícia Federal pelo grupo de advogados Prerrogativas. Em manifestação encaminhada aos investigadores, o coordenador do coletivo jurídico, Marco Aurélio de Carvalho, requereu a apuração de supostas tratativas ilegais envolvendo promessas de benefícios prisionais a Vorcaro — incluindo progressão para prisão domiciliar em 2027 e a soltura imediata de seu pai, Henrique Vorcaro — em troca da vinculação de Lula ao filme dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024. A representação pede a averiguação da integridade dos depoimentos colhidos no âmbito prisional, ressaltando que, até o momento, não existem elementos autônomos que comprovem a existência formal dessas promessas.

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