Gilmar Mendes votou com carteira funcional e colinha de papel, esclarece equipe do ministro
Equipe do ministro do STF desmentiu boatos nas redes sociais após vídeo registrado em Diamantino; aparelho telefônico ficou sob guarda de segurança
Publicado 4 de outubro de 2026 às 17:08
A assessoria de imprensa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota de esclarecimento neste domingo (4) para desmentir informações que circulavam nas redes sociais alegando que o magistrado teria utilizado um aparelho de telefone celular dentro da cabine de votação. O ministro exerceu o direito ao voto durante a manhã na cidade de Diamantino, em Mato Grosso.
Imagens gravadas à distância mostram o magistrado segurando um objeto retangular com a mão direita enquanto efetuava a digitação dos números dos candidatos na urna eletrônica com a mão esquerda. De acordo com o comunicado da equipe do ministro, o item em questão era sua carteira de identificação funcional, utilizada como apoio para a anotação em papel dos números de votação, prática autorizada pela Justiça Eleitoral.
A nota oficial destacou que o ministro Gilmar Mendes não ingressou com celular no espaço restrito da urna e que seu telefone particular permaneceu retido com um integrante de sua equipe de segurança pessoal. A assessoria enfatizou ainda que os mesários responsáveis pela seção eleitoral atestaram a regularidade do procedimento e confirmaram que nenhum equipamento eletrônico de comunicação estava em posse do magistrado durante a votação.
A legislação eleitoral brasileira veda expressamente o porte de celulares, filmadoras, câmeras fotográficas ou quaisquer aparelhos transmissores de radiocomunicação no interior da cabine de votação, com o objetivo de resguardar o sigilo constitucional do sufrágio. Em contrapartida, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite e recomenda expressamente o uso de anotações físicas individuais em papel (“cola eleitoral”) para orientar a escolha do eleitor.
Durante o mesmo dia de votação, a presença de celular na cabine gerou registro envolvendo o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo). Ao ser questionado sobre o ocorrido pelos fiscais e pela imprensa, o candidato declarou que não havia sido orientado pelos mesários no momento em que recebeu a autorização para se dirigir à urna eletrônica.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias