Trump libera R$ 5,2 milhões para financiar grupos que contestam o STF | Foto: Reprodução
Verba dos EUA será usada por grupos da sociedade civil que questionam decisões do Supremo; repasse ocorreu no fim do ano fiscal, apesar de objeções no Congresso americano
Publicado 1 de outubro de 2026 às 14:58
O governo de Donald Trump liberou US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, para um projeto que prevê financiar grupos da sociedade civil que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (30), com base em documentos sobre a distribuição dos recursos.
O projeto é chamado “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (“Combate à Litigância e à Censura no Brasil”, em tradução livre). Segundo o documento citado pelo jornal, o dinheiro será destinado a organizações que se opõem ao que classificam como excesso do poder judicial e censura por parte do Supremo. A organização brasileira que receberá os recursos não foi identificada.
A verba faz parte de um pacote de 43 repasses que somam US$ 176,9 milhões, dentro do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF) do Departamento de Estado dos EUA. O dinheiro foi liberado nas horas finais do ano fiscal americano, apesar de parlamentares terem feito objeções e pedido que alguns dos repasses não fossem realizados.
O caso brasileiro aparece entre projetos que representam uma mudança na destinação do fundo durante o governo Trump. O pacote inclui ainda recursos para iniciativas de combate ao comunismo, defesa de cristãos, oposição à imigração e críticas a políticas classificadas nos documentos como “ideologia de gênero”.
A senadora democrata Jeanne Shaheen criticou a destinação dos recursos. Segundo ela, o Congresso aprovou o fundo para apoiar defensores dos direitos humanos, vítimas de violações e iniciativas de fortalecimento da democracia. O Departamento de Estado, por outro lado, afirmou que os programas passam por avaliação e devem seguir as regras para concessão de verbas federais.
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O financiamento brasileiro ocorre em um momento de forte envolvimento do governo Trump nas questões políticas brasileiras. O The Guardian informou que 31 parlamentares democratas dos EUA já acusaram a administração Trump de interferência na eleição presidencial brasileira, enquanto o governo americano rejeitou acusações semelhantes feitas pelo governo Lula.
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