Cabo Deyvison vinha denunciando suposta atuação de facção em Mossoró. | Foto: Cláudio Júnior/CMM

Cotidiano

INVESTIGAÇÃO Polícia Civil indicia 6 e detalha planejamento de atentado contra Cabo Deyvison

Investigação aponta divisão de tarefas entre seis indiciados e identifica um sétimo suspeito, ainda não identificado; vereador seria o alvo dos disparos

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de setembro de 2026 às 11:20

A Polícia Civil indiciou seis pessoas pelo atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), ocorrido em junho e que terminou com a morte do assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais. Segundo a investigação, o ataque foi planejado, teve as tarefas divididas entre os envolvidos e foi acompanhado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Missão”.

Entre os seis indiciados, três são apontados pela Polícia Civil como executores do ataque, dois como responsáveis pela coordenação e um por participação no crime.

A investigação também identificou um sétimo suspeito, conhecido como “União”, que seria ligado à coordenação do ataque. A identidade dele ainda não foi confirmada, e a Polícia Civil continua investigando o caso.

Segundo a Polícia Civil, o ataque estaria relacionado à atuação de Cabo Deyvison contra organizações criminosas e suas lideranças. A investigação aponta ainda que o vereador era o alvo dos disparos.

Relembre o caso

O atentado aconteceu na noite de 15 de junho, em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo quando três homens armados chegaram em um Toyota Corolla preto e atiraram. O vereador foi atingido nas pernas e sobreviveu. Alyson Dyego, que acompanhava o parlamentar e fazia as imagens, morreu.

A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, depoimentos, reconhecimentos, impressões digitais encontradas em veículos, perícias balísticas, armas e munições apreendidas, além de dados de celulares e mensagens atribuídas aos investigados.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e está à disposição do Ministério Público. A Polícia Civil informou que continua com as diligências para identificar o suspeito conhecido como “União” e verificar se outras pessoas participaram do atentado.

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