Flávio Bolsonaro é citado em pedido de reabertura das rachadinhas | Foto: Reprodução

Política

INVESTIGAÇÃO Cofre, R$ 638 mil e rachadinhas: pedido tenta reabrir investigação sobre Flávio Bolsonaro

Petição protocolada no MP-RJ cita acesso de Flávio a cofre um dia antes da compra de dois imóveis e pede novas diligências

por: NOVO Notícias

Publicado 29 de setembro de 2026 às 16:15

Uma representação apresentada ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pede a reabertura da investigação sobre as rachadinhas no antigo gabinete do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A representação aponta como novo elemento a existência de um cofre mantido pelo senador com o irmão, Carlos Bolsonaro (PL). O documento também cita um acesso de Flávio ao local um dia antes da compra de dois imóveis em Copacabana, em 2012.

A petição foi protocolada pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP). O documento pede novas diligências ao MP-RJ, como o levantamento do histórico completo de acessos ao cofre, uma nova quebra de sigilo bancário e o depoimento de Flávio.

A representação destaca o dia 26 de novembro de 2012. Segundo os registros citados no documento, Flávio entrou no cofre mantido em uma agência do Banco do Brasil, no Centro do Rio, às 10h25 e saiu às 10h43. No dia seguinte, foram registradas as compras de duas quitinetes em Copacabana. O acesso ao cofre foi revelado pelo ICL em 2024.

As escrituras registraram R$ 310 mil como valor das compras. Em uma investigação anterior, o Ministério Público identificou ainda um depósito de R$ 638,4 mil em espécie feito pelo procurador dos vendedores no mesmo dia da operação.

A informação, porém, veio de uma quebra de sigilo que foi posteriormente anulada pela Justiça. Por isso, a nova petição não a apresenta como prova válida. A representação pede uma nova quebra de sigilo, limitada a novembro de 2012, para verificar novamente as movimentações.

A investigação das rachadinhas foi arquivada em 2022 depois que decisões judiciais retiraram a validade de provas utilizadas no caso. Na época, o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia por falta de elementos válidos.

Segundo o entendimento citado na representação, a decisão não impede uma nova apuração baseada em provas independentes. O pedido apresentado ao MP-RJ usa esse argumento para defender a realização de novas diligências.

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A representação pede ainda ao Banco do Brasil o contrato e os registros completos de acesso ao cofre, além de documentos sobre a compra e a revenda dos imóveis e novos depoimentos.

O MP-RJ ainda terá de analisar o pedido. Quando a existência do cofre foi revelada, Flávio afirmou que o mantinha por segurança e o utilizava para guardar itens pessoais. Ele também negou qualquer relação entre o cofre e os pagamentos dos imóveis.

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