Mais de R$ 1 milhão entrou na conta da Unigrejas por meio de depósitos realizados em diferentes partes do país. | Foto: Reprodução

Política

INVESTIGAÇÃO Dark Horse: Quase R$ 1 milhão em espécie foram parar na conta de entidade de igrejas e pastores, aponta Coaf

Além dos depósitos em espécie, relatório aponta R$ 7,78 milhões movimentados pela entidade em seis meses; produtora do filme enviou R$ 100 mil à Unigrejas

por: NOVO Notícias

Publicado 14 de setembro de 2026 às 11:45

A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) recebeu cerca de R$ 928 mil em depósitos em espécie entre outubro de 2025 e abril de 2026, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citados em decisão do ministro Flávio Dino, do STF. No mesmo período, a entidade movimentou R$ 7,78 milhões, valor considerado atípico pelo órgão.

Mais de R$ 1 milhão entrou na conta da Unigrejas por meio de depósitos realizados em diferentes partes do país. Desse total, aproximadamente R$ 928 mil foram feitos em espécie, segundo o relatório.

Entre os nomes que aparecem nas movimentações está Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse. Ela transferiu R$ 50 mil diretamente para a Unigrejas. Outros R$ 50 mil foram enviados pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina.

Karina foi alvo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10). A investigação apura suspeitas de triangulação financeira envolvendo emendas parlamentares, o ICB e empresas ligadas à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, o ICB transferiu R$ 700 mil para duas empresas ligadas ao empresário Heric Fabiano Dias. Uma delas, a NTT Brasil Ltda., repassou depois R$ 750 mil à Go Up Entertainment, produtora da qual Karina é sócia. A empresa tem o deputado Mário Frias como produtor-executivo.

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Para os investigadores, a sequência dos valores pode indicar o retorno de recursos públicos ao núcleo ligado à presidente do ICB.

Em nota, a Unigrejas afirmou que sobrevive de doações e negou irregularidades. Segundo a entidade, as movimentações financeiras têm origem e destino “claros”, e os valores são comprovados, contabilizados e declarados à Receita Federal.

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