Ministro André Mendonça, STF. Foto: Reprodução| Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) o levantamento do sigilo das principais investigações vinculadas ao chamado “caso Master”. A decisão atende a um pedido formal apresentado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, com o objetivo de dar amplo acesso aos autos antes do julgamento marcado no plenário para a próxima terça-feira (15).
Ao todo, 14 procedimentos tornaram-se públicos, encabeçados pela Petição 15.556 — considerada a apuração central do caso —, além dos Inquéritos 5.026 e 5.035, da Reclamação 88.121 e de outras dez petições associadas. Providências administrativas foram acionadas para enviar cópias integrais do material a todos os gabinetes do STF. Diligências pontuais que possam comprometer apurações futuras permanecem sob reserva.
Relatório da PF e crise nos bastidores
A liberação do acervo probatório ocorre em meio a um cenário de forte tensão interna no tribunal. A sessão marcada por Fachin debaterá a validade de um relatório da Polícia Federal, solicitado por Mendonça, que menciona uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O trâmite da investigação gerou divergências entre os magistrados, já que parte do colegiado entende que procedimentos envolvendo membros da própria Corte deveriam ser deliberados conjuntamente.
Consultas e alinhamento institucional
A decisão de derrubar o sigilo foi combinada previamente entre Fachin e Mendonça. Ao longo do dia, o presidente do Supremo cancelou as sessões de julgamento para conduzir uma rodada de conversas reservadas em seu gabinete. Fachin reuniu-se individualmente com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A sequência de encontros visou alinhar o rito e colher avaliações das diferentes alas do tribunal antes que o plenário defina os rumos das investigações e a atuação do STF no caso.
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