O aviador e gestor de investimentos cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, se aproxima do fim de uma jornada iniciada em Fortaleza
Após quase seis meses cruzando os cinco continentes a bordo de um monomotor experimental RV-10, o aviador e gestor de investimentos cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, se aproxima do fim de uma jornada iniciada em Fortaleza. Idealizador do projeto Frotas Pelo Mundo, ele se tornou o primeiro brasileiro a concluir uma circum-navegação solo abrangendo todos os continentes com uma aeronave dessa categoria.
A expedição começou em 15 de março, em Fortaleza, e entra agora na etapa final, com escalas pelo Nordeste. Antes de retornar à capital cearense, ponto de partida da viagem, o piloto faz uma parada no Rio Grande do Norte. A aterrissagem está programada para o Aeródromo Costa Esmeralda, em São José de Mipibu, na Grande Natal.
Durante a viagem, o monomotor enfrentou condições extremas em dezenas de países. A aeronave passou por temperaturas de -22 °C na Groenlândia e superiores a 50 °C no Oriente Médio. O percurso também incluiu tempestades tropicais na Amazônia, monções na Ásia e regiões pouco povoadas da Sibéria.
Na Groenlândia, o frio intenso exigiu a troca do óleo do motor. No Egito, o calor provocou superaquecimento da aeronave mesmo quando ela estava em marcha lenta no solo.
A expedição também foi marcada por dificuldades burocráticas e problemas de infraestrutura. O piloto foi impedido de seguir pelo México devido à condição experimental da aeronave e precisou alterar a rota pelo Caribe.
Em regiões de instabilidade geopolítica, a perda do sinal de GPS obrigou Frota a recorrer à radionavegação e a métodos tradicionais de orientação, com uso de mapa e cronômetro.
A aeronave ainda apresentou problemas técnicos ao longo do percurso. Um vazamento de combustível foi reparado em Melilla, no norte da África. Entre Dubai e a Índia, um problema elétrico também precisou ser solucionado.
Aos 53 anos, Frota afirma que o período longe da família também foi um dos desafios da jornada. Em alguns momentos, ficou até 70 dias sem reencontrar os familiares.
Com a conclusão da travessia se aproximando, o aviador mantém a atenção até o último pouso. Depois da chegada a Fortaleza, ele pretende iniciar uma nova etapa da trajetória, dedicada a palestras pelo Brasil.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias