Fiscalização encontrou trabalhadores em condições consideradas degradantes em pedreira de Ouro Branco | Foto: Reprodução

Cotidiano

FLAGRANTE Fiscalização resgata 37 pessoas de trabalho análogo à escravidão em pedreira no RN; dois são adolescentes

Fiscalização encontrou trabalhadores sem registro e em condições consideradas degradantes em Ouro Branco; dois adolescentes, de 16 e 17 anos, também foram afastados

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de setembro de 2026 às 13:41

Trinta e sete trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma pedreira de quartzito na zona rural de Ouro Branco, no Seridó potiguar. A fiscalização da Auditoria-Fiscal do Trabalho encontrou trabalhadores sem registro, sem banheiro e com fornecimento irregular de água potável.

A fiscalização encontrou diferentes frentes de trabalho, ligadas a seis empregadores. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os trabalhadores não tinham os contratos formalizados e estavam em condições consideradas degradantes.

Fiscalização encontrou trabalhadores em condições consideradas degradantes em pedreira de Ouro Branco | Foto: Reprodução

Em algumas frentes, não havia banheiro. Os trabalhadores precisavam entrar em uma área de mata para fazer suas necessidades. Também não havia local adequado para refeições e descanso.

O fornecimento de água potável era irregular. Em alguns pontos, os trabalhadores precisavam levar água de casa. Em outra frente, a fiscalização encontrou água de açude sem comprovação de que era própria para consumo, armazenada em tambores e recipientes reaproveitados.

Fiscalização encontrou trabalhadores em condições consideradas degradantes em pedreira de Ouro Branco | Foto: Reprodução

Entre os trabalhadores resgatados estavam dois adolescentes, de 16 e 17 anos. Segundo a fiscalização, eles trabalhavam em atividade de mineração, proibida para menores de 18 anos em razão dos riscos ocupacionais. Os dois foram afastados.

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Após a fiscalização, os vínculos dos 37 trabalhadores foram formalizados. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os empregadores também pagaram mais de R$ 157 mil em verbas rescisórias.

A pedreira também foi interditada por risco de acidentes, como queda e desprendimento de blocos de rocha. Duas máquinas foram interditadas.

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