O cenário político nacional deu um de seus passos mais importantes rumo às eleições de outubro. Em convenção nacional realizada na capital paulista neste domingo (2), o PT homologou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Aos 80 anos, o líder petista busca o seu quarto mandato presidencial na história do país.
A chapa repetirá integralmente a fórmula adotada no pleito anterior, trazendo Geraldo Alckmin (PSB) na vaga de vice-presidente. Para a disputa deste ano, a coalizão governista costurou um amplo arco de alianças, garantindo o apoio formal de legendas como PSB, PDT, PSOL e Rede, além das federações compostas pelo próprio PT com o PV e o PCdoB.
Discurso de Soberania e Tom Combativo
Em seu pronunciamento para um pavilhão repleto de apoiadores e lideranças históricas, Lula adotou um tom vigoroso e rechaçou questionamentos sobre o fator etário. “Estou inteiraço”, declarou o presidente, enfatizando que a velhice só consome quem não tem uma causa para lutar.
O tom da linha de campanha deu sinais de que será altamente político e voltado à centralização de pautas estruturais. O presidente sinalizou que pretende focar um eventual novo mandato na defesa da soberania nacional, investimentos em defesa e em um forte embate político com o Congresso Nacional pelo controle do orçamento e das emendas parlamentares. Lula pontuou ainda que não deseja ser lembrado “apenas pelo Bolsa Família”.
O presidente também mandou recados duros em relação a possíveis articulações externas de opositores no cenário digital, pontuando que a disputa deve ser decidida unicamente pelo eleitorado brasileiro. “Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para manter a democracia”, afirmou.
Calendário Eleitoral
O evento do PT ocorre na reta final do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização de convenções partidárias, que se encerra na próxima quarta-feira, 5 de agosto. Conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente as chapas, com o início da propaganda e da campanha eleitoral nas ruas e na internet autorizado a partir do dia 16.
A homologação consolida o favoritismo da esquerda no topo das pesquisas de intenção de voto e redesenha o embate polarizado contra a oposição conservadora, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), principal oponente do petista na corrida ao Planalto.
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