Vídeo: Allyson Bezerra critica ação judicial que solicita suspensão de suas redes no RN

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Política Vídeo: Allyson Bezerra critica ação judicial que solicita suspensão de suas redes no RN

Pedido do Partido Novo solicita remoção do perfil oficial e das publicações sobre a convenção realizada em Natal no prazo de 24 horas

por: NOVO Notícias

Publicado 28 de julho de 2026 às 10:56

O candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), reagiu nesta terça-feira (28) a uma representação do Partido Novo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). A ação pede o bloqueio de seu perfil no Instagram e a remoção de conteúdos sobre a convenção do último domingo (26). Em vídeo nas redes sociais, o ex-prefeito de Mossoró criticou a medida e afirmou que ela tenta interromper sua comunicação com o eleitorado.

A petição solicita a desconstituição da conta oficial @allyson-bezerra.rn e requer que a empresa Meta retire do ar, no prazo de 24 horas, as publicações que mostram a convenção da coligação Esperança e Trabalho, que aconteceu no domingo passado (26).

Segundo a ação, o candidato teria realizado um ato deliberativo formal em 20 de julho e, seis dias depois, promovido um grande evento público no Palácio dos Esportes, em Natal, sob a roupagem de convenção do PSD. A legenda sustenta que o segundo encontro não possuiu função partidária real, servindo como um comício para garantir visibilidade midiática indevida antes do período permitido. O Novo argumenta que houve leitura da ata, em 20 de julho, pelo próprio coordenador jurídico da campanha, deliberando sobre a candidatura do Representado ao Governo do Estado, a formação da coligação e a definição da nominata aos cargos proporcionais.

“O que se realizou foi um evento de massa, de projeção externa, cuja única função foi multiplicar artificialmente a exposição midiática do pré-candidato, em pleno período vedado, com cobertura amplificada por rede coordenada de perfis já reconhecida por esta Corte como dedicada à sua promoção eleitoral. Trata-se, em síntese, de desvirtuamento de convenção partidária, figura expressamente reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral como propaganda eleitoral antecipada”, detalhou o pedido feito pelos advogados que assinam a petição.

Para o partido, a manutenção dessas contas no ar aprofunda o desequilíbrio na disputa e consolida uma vantagem indevida perante os demais concorrentes às eleições de 2026.

Entre as medidas pleiteadas, o Novo solicita a suspensão temporária do perfil oficial de Allyson no Instagram até 15 de agosto ou a remoção imediata dos conteúdos referentes ao evento do dia 26. A ação requer ainda que a Meta forneça dados detalhados sobre o alcance e eventuais impulsionamentos pagos das publicações, além da aplicação da multa máxima de R$ 25 mil.

A petição também aponta a prática de astroturfing eleitoral, alegando que uma rede coordenada de perfis em redes sociais atua para simular apoio popular espontâneo. O Novo afirma que essa estratégia busca fabricar um fenômeno político orgânico inexistente e cita condenações e liminares anteriores contra o candidato por condutas semelhantes. Para o partido, a manutenção dessas contas no ar aprofunda o desequilíbrio na disputa e consolida uma vantagem indevida perante os demais concorrentes às eleições de 2026.

Outras ações contra Allyson

Esta é sexta ação movida pelo Novo contra a campanha de Allyson Bezerra. Em outro pedido judicial, o partido apontou para uma suposta propaganda eleitoral antecipada irregular em postagens colaborativas nos perfis “@rncomalysson”, “@timeallyson” e “@allysondopovo” no Instagram.

Em 24 de julho, a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou a suspensão temporária, até o dia 15 de agosto, dos três perfis no Instagram. A decisão também atende a um pedido de tutela de urgência do Partido Novo, que acusa o político e os administradores das páginas de veicularem propaganda eleitoral antecipada irregular por meio de postagens colaborativas.

À época, a decisão determinou que a Meta Platforms a desativar as contas em 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, e a fornecer os dados cadastrais dos administradores anônimos em até cinco dias. Os representados foram proibidos de republicar as mensagens impugnadas e possuem o prazo de dois dias para apresentar defesa. O descumprimento da ordem pode acarretar sanções por desobediência eleitoral.

Antes disso, em 14 de julho, o juiz relator do caso, Hallison Rêgo, deu prazo de dois dias para que o NOVO indique todas as publicações anteriores consideradas irregulares, visando evitar o fracionamento das demandas e assegurar a economia processual.

Declarações de Allyson Bezerra

Em vídeo publicado nas redes sociais, Allyson Bezerra atribuiu a medida judicial ao seu adversário político na corrida eleitoral pelo governo do Estado, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL). Na eleições, o PL formalizou coligação “EnDireita RN”, com Podemos, PSDB e Partido Novo.

Sem citar nominalmente o oponente, o ex-prefeito de Mossoró disse que a ação judicial teria sido motivada pela grande repercussão de vídeos gravados durante a convenção partidária que confirmou a chapa do União Brasil, em Natal, no último domingo (26).

“O candidato das obras inacabadas, aquele que acabou com Ponta Negra, que entregou um hospital há quase dois anos que nunca funcionou de verdade e que deu calote nos artistas de Natal, entrou com uma ação na Justiça contra mim para retirar o meu perfil do Instagram do ar”, disse Allyson Bezerra, fazendo alusão à gestão do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

Allyson Bezerra classificou a medida como “arbitrária” e “antidemocrática”, afirmando que o objetivo da oposição é impedir a divulgação de suas visitas às cidades do Estado e das manifestações espontâneas de apoio que tem recebido.

O candidato do União Brasil também associou a postura de seu oponente ao autoritarismo, comparando-o a um “coronel” que utiliza a máquina pública e o poder econômico para constranger lideranças e perseguir adversários. “Candidato, você é conhecido por ser truculento, por agir como um coronel, bater na mesa e humilhar as pessoas, inclusive as que trabalham ao seu lado. Você é conhecido por humilhar lideranças políticas e representa o atraso da política do nosso Estado. Uma ação como essa não vai retirar meu perfil do ar, nem fará as pessoas deixarem de acreditar no nosso projeto”, atacou.

O pedido de tutela de urgência apresentado pelo Partido Novo segue sob análise dos magistrados do TRE-RN. A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte não proferiu qualquer decisão sobre a representação até o momento.

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