Flávio Bolsonaro afirma que não é investigado e nega vínculo com o Banco Master. | Foto: Getty Images
O escritório de advocacia do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas que aparecem ligadas à estrutura empresarial atribuída ao empresário Daniel Vorcaro no caso Banco Master. A informação foi publicada pelo Metrópoles. Do total, duas notas de R$ 500 mil foram canceladas. Flávio afirma que não recebeu qualquer pagamento da empresa envolvida e nega ter relação com o banco.
Segundo a reportagem, as duas notas canceladas foram emitidas em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa que, de acordo com a investigação citada pelo veículo, recebeu R$ 58 milhões do Banco Master. Dois dias depois, o escritório emitiu uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez para a Contábil Correa, sem registro de cancelamento.

As duas empresas têm em comum o contador Rogério Lourenço Novo. Na Receita Federal, ele aparece como diretor da Copenhagen e também como sócio da Contábil Correa. Ainda segundo a reportagem, Rogério integra o conselho fiscal da Ambipar, empresa apontada como parte da rede empresarial ligada a Daniel Vorcaro.

O Metrópoles informa ainda que a Copenhagen foi aberta em novembro de 2024 com capital social de R$ 40 e, posteriormente, passou a figurar entre as empresas que mais receberam recursos do Banco Master. A reportagem também cita que a Trustee DTVM, administradora do fundo controlador da empresa, é investigada pela Polícia Federal.

Em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que mantém contrato de prestação de serviços jurídicos com a BR Global, nome fantasia da Contábil Correa, e que chegou a ser consultado sobre uma possível contratação pela Copenhagen. Segundo ele, o serviço não foi contratado, nenhum valor foi recebido da empresa e, por isso, as notas fiscais foram canceladas.
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O senador também declarou que nunca teve conhecimento de qualquer ligação entre a BR Global, a Copenhagen e o Banco Master, classificou como “capciosa” qualquer tentativa de associá-lo ao caso e afirmou que adotará medidas judiciais contra quem divulgar informações que considere falsas. Flávio acrescentou que não é investigado e levantou a hipótese de vazamento ilegal de dados protegidos por sigilo fiscal.
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