Casos de ciguatera cresceram no Rio Grande do Norte em 2026. | Foto: Reprodução

Cotidiano

SAÚDE Após avanço da ciguatera, RN cria comitê para coordenar combate à doença

Grupo reúne governo, pesquisadores e representantes do setor pesqueiro para acompanhar a evolução dos casos e coordenar medidas de enfrentamento da doença

por: NOVO Notícias

Publicado 20 de julho de 2026 às 18:55

O Governo do Estado criou um comitê para coordenar o enfrentamento da ciguatera, intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados. O grupo reunirá órgãos públicos, pesquisadores e representantes do setor pesqueiro para acompanhar a evolução dos casos, integrar as ações entre as instituições e definir medidas para reduzir os impactos da doença na saúde da população e na atividade pesqueira.

A criação do comitê foi definida durante reunião realizada nesta segunda-feira (20), na Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape). Participaram representantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), da Universidade Federal do RN (UFRN) e de entidades ligadas ao setor da pesca.

Segundo a subsecretária estadual da Pesca, Erilânia Marreiro, o objetivo é fortalecer a atuação conjunta dos órgãos envolvidos para dar uma resposta mais rápida ao avanço da ciguatera no estado. “A gente tem buscado avançar no diálogo para garantir saídas e mitigar esse problema relacionado à ciguatera, que é um problema de saúde pública”, afirmou.

De acordo com a gestora, o principal encaminhamento da reunião foi a criação do comitê de acompanhamento, que ficará responsável por coordenar as ações entre as instituições participantes. “Essa reunião foi chamada para entender quais passos nós podemos dar. Como encaminhamento, definimos a criação de um comitê de acompanhamento da ciguatera para garantir ações coordenadas entre os órgãos”, disse.

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A medida ocorre em um momento de aumento dos registros da doença no estado. Dados da Sesap mostram que o RN contabilizou 141 casos de intoxicação por ciguatera no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 60,2% em relação aos 88 casos registrados durante todo o ano de 2025. Desde 2022, o estado soma 259 casos confirmados, distribuídos em 46 surtos, além de duas mortes relacionadas à doença.

O que o comitê vai fazer

  • Monitorar a evolução dos casos de ciguatera no RN;
  • Coordenar as ações entre os órgãos envolvidos;
  • Definir estratégias de enfrentamento da doença;
  • Reunir governo, pesquisadores e representantes da pesca;
  • Buscar medidas para reduzir os impactos na saúde pública e na atividade pesqueira.

Peixes mais associados aos casos no RN

Segundo a Sesap, as espécies mais frequentemente relacionadas aos casos registrados no estado são:

  • Arabaiana;
  • Bicuda (barracuda);
  • Cioba;
  • Dourado;
  • Galo-do-alto;
  • Pargo-preto;
  • Pescada-branca;
  • Robalo;
  • Sirigado;
  • Badejo.
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