Diretor-geral da PF afirmou que operação precisou ser antecipada após divulgação da sanção americana. | Foto: Reprodução
A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (3) que a divulgação das sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada prejudicou a Operação Exchange e impediu a prisão do principal investigado. Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a equipe precisou antecipar a ação após a medida se tornar pública.
De acordo com Rodrigues, a mudança no cronograma comprometeu o trabalho dos investigadores. “Se não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro e nós teríamos localizado essa pessoa”, declarou durante entrevista coletiva em Brasília. Shimada não foi encontrado e passou a ser considerado foragido da Justiça.
A PF informou que a investigação brasileira já estava em andamento antes mesmo do decreto dos Estados Unidos que classificou facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Segundo a corporação, tanto a representação policial quanto a decisão judicial da operação foram tomadas antes da medida americana.
Apesar da fuga do principal alvo, a Operação Exchange prendeu outras seis pessoas. Entre elas está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também incluída na lista de sanções econômicas dos Estados Unidos.
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Segundo a Polícia Federal, Shimada atuava como operador financeiro e movimentava recursos em território norte-americano. Ele já havia sido preso preventivamente em 2024 e foi condenado em 2025 em decorrência da investigação anterior.
Rodrigues reforçou que o caso não tem relação com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas. Segundo ele, o único impacto foi a necessidade de antecipar a operação após a divulgação da sanção, o que, na avaliação da PF, prejudicou a tentativa de localizar o investigado.
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