Vítima de importunação sexual na Câmara de Currais Novos se pronuncia: "Exijo respeito"
Palloma Macêdo divulgou manifestação oficial sobre o caso ocorrido em junho; parlamentar indiciado pelo crime alega que ato foi um “gesto involuntário”
Publicado 14 de agosto de 2026 às 12:22
A ex-estagiária da Câmara Municipal de Currais Novos, Palloma Macêdo, manifestou-se por meio das redes sociais, nesta quinta-feira (13), a respeito da denúncia de importunação sexual contra o vereador Lucieldo da Silva (PSDB). A jovem repudiou o ocorrido dentro do ambiente de trabalho e declarou que tomará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis.
O episódio sob investigação ocorreu no dia 30 de junho de 2026, nas dependências da Casa Legislativa municipal. Palloma relatou que mantinha um tratamento respeitoso com todos os servidores da instituição e enfatizou que a cordialidade profissional não deve ser interpretada como consentimento para toques sem autorização.
“Fui surpreendida com um tapa nas nádegas, ato que repudio e que configura crime previsto no artigo 215-A do Código Penal”, escreveu na nota, destacando que demonstrou sua insatisfação ao parlamentar de forma imediata na ocasião.

A Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos concluiu o inquérito policial após ouvir a vítima, colher depoimentos de testemunhas e analisar as gravações do circuito interno de videomonitoramento da Câmara, que registraram a conduta do vereador.
O relatório final da corporação indiciou Lucieldo da Silva pelo crime de importunação sexual e será remetido ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a quem caberá decidir sobre a apresentação de denúncia formal à Justiça.
Na última terça-feira (11), o plenário da Câmara de Currais Novos aceitou por unanimidade a abertura do processo de quebra de decoro que poderá culminar na cassação do mandato de Lucieldo da Silva. Ao todo, 11 parlamentares votaram favoravelmente ao recebimento da denúncia. O presidente da Casa, João Gustavo Guimarães, e o próprio vereador denunciado não participaram da votação.
No início da semana, o vereador Lucieldo da Silva pediu desculpas públicas e alegou que o contato físico com a estagiária foi um “gesto involuntário”. Ele argumentou que mantinha uma relação de amizade e de brincadeiras com a jovem e que não previu que a ação seria interpretada como assédio.
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