Mulher mantida em cárcere privado por cinco dias é resgatada em Goiás

Cotidiano

Libertação Vídeo: Mulher mantida em cárcere privado por cinco dias é resgatada em Goiás

A vítima, que estava desaparecida desde segunda-feira (17), foi localizada amarrada em Águas Lindas de Goiás; polícia apreendeu sedativos e arma de fogo

por: NOVO Notícias

Publicado 22 de agosto de 2026 às 11:20

Uma mulher de 24 anos foi libertada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) nesta sexta-feira (21), após passar cerca de cinco dias mantida em cárcere privado no município de Águas Lindas de Goiás. No local do cativeiro, a vítima foi encontrada amarrada com algemas, cordas e uma corrente de ferro. O ex-companheiro dela, apontado como o responsável por mantê-la em cárcere, foi preso em flagrante pelas equipes de patrulhamento.

De acordo com o boletim da PMGO, a jovem estava desaparecida desde segunda-feira (17), quando saiu de sua residência para uma consulta médica e não retornou. Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento de atendimento. A partir da pista, buscas foram iniciadas pelas forças de segurança e por familiares, culminando na localização do endereço onde ela era mantida presa.

Apreensão de materiais e relato de violência sexual

Durante as buscas no imóvel de cativeiro, os policiais civis e militares apreenderam um veículo, uma arma de fogo, as algemas, cordas e correntes utilizadas para imobilizar a jovem, além de substâncias sob suspeita de serem sedativos.

Após ser resgatada, a vítima relatou aos agentes que sofreu violência sexual de forma recorrente por parte do ex-companheiro durante o período em que esteve sob o controle dele. As declarações foram integradas à investigação e passarão por exames periciais cabíveis conduzidos pela Polícia Civil de Goiás.

Investigação e trâmite penal

O homem foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Goiás, onde o flagrante foi formalizado. O suspeito poderá responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado, violência sexual e posse ilegal de arma de fogo de acordo com o que for confirmado ao longo do inquérito policial, respeitando-se as garantias do contraditório e a presunção de inocência. O caso segue sob apuração para esclarecer as circunstâncias do crime.

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