Suspeito foi preso preventivamente durante operação da Polícia Civil | Foto: Polícia Civil/Divulgação
Investigação aponta que suspeito atraía clientes com anúncios abaixo do preço de mercado, simulava aprovação de financiamento e depois apresentava contratos de consórcio; mais de 19 registros foram identificados
Publicado 18 de agosto de 2026 às 10:50
Um homem de 30 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte nesta terça-feira (18), em Natal, suspeito de liderar um esquema de estelionato com falsas negociações de venda e financiamento de imóveis. Segundo a Polícia Civil, mais de 19 registros de ocorrências com características semelhantes já foram identificados.
A prisão ocorreu durante a Operação Segunda Chance, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. De acordo com a Polícia Civil, ele já havia sido ouvido e informado sobre as investigações, mas teria continuado a captar novos clientes.
A Polícia Civil informou que os mais de 19 registros identificados até agora apresentam características semelhantes. O número pode aumentar com o avanço das investigações e a identificação de outras possíveis vítimas.
Como funcionava o golpe
1. Imóveis eram anunciados nas redes sociais e em plataformas de classificados por valores abaixo dos praticados no mercado.
2. Em alguns casos, perfis falsos faziam o primeiro contato com os interessados.
3. As vítimas eram levadas a um escritório no bairro Tirol, em Natal.
4. Segundo a investigação, era simulada uma aprovação de crédito imobiliário.
5. Depois, era cobrado um valor de entrada, depositado em uma conta ligada ao investigado.
6. Os documentos assinados pelas vítimas seriam, segundo a Polícia Civil, propostas de adesão a cotas de consórcio, e não contratos de financiamento de imóveis.
Depois do pagamento inicial, outras quantias ainda eram cobradas das vítimas, apresentadas como taxas de documentação e impostos. Com o passar do tempo, o contato com o investigado ficava mais difícil. Os imóveis não eram entregues e, segundo as apurações, os valores pagos não eram devolvidos.
Entre as vítimas identificadas estão idosos. A Polícia Civil também apura se o suspeito continuou procurando novos clientes mesmo depois de saber que estava sendo investigado.
Atenção aos sinais de alerta
Entre os sinais identificados no caso estão imóveis anunciados muito abaixo do preço de mercado, promessa de aprovação rápida de crédito, cobrança antecipada de dinheiro e documentos que podem não corresponder ao financiamento oferecido.
Antes de fazer qualquer pagamento, a orientação é verificar a empresa, o imóvel, o contrato e a modalidade de crédito oferecida.
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Além da prisão e das buscas, a Justiça autorizou a extração e a análise de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos. O material deve ajudar a esclarecer a atuação investigada, dimensionar os possíveis prejuízos e identificar outras pessoas que possam ter sido vítimas.
O homem é investigado por estelionato em continuidade delitiva. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam. A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham passado por situação semelhante procurem uma unidade policial para registrar a ocorrência. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181.
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