Impasse entre Sindppen-RN e Seap expõe divergências sobre a segurança nas unidades prisionais do estado. | Foto: Reprodução/Sindppen-RN

Cotidiano

ALERTA Sindicato diz que falta de efetivo pode levar sistema prisional do RN de volta ao “caos”

Sindppen-RN afirma que policiais penais decidiram remarcar visitas em duas unidades por falta de efetivo e estrutura; Seap reagiu, acionou a Justiça e abriu procedimento para apurar o caso

por: NOVO Notícias

Publicado 4 de agosto de 2026 às 15:49

O Sindicato dos Policiais Penais do RN (Sindppen-RN) afirmou que a falta de efetivo, de equipamentos e de condições de trabalho pode levar o sistema prisional do estado a enfrentar uma nova crise. A manifestação foi divulgada após a decisão dos policiais penais de remarcar as visitas sociais nas penitenciárias de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga, medida que provocou reação da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

Segundo o sindicato, a remarcação das visitas foi uma deliberação coletiva dos policiais penais que atuam nas duas unidades. A entidade afirma que o número de servidores é insuficiente e que não há condições mínimas para garantir a segurança de visitantes, internos e dos próprios policiais durante a realização das visitas.

O Sindppen-RN informou ainda que os familiares foram comunicados sobre o reagendamento e que todos os materiais de higiene e medicamentos levados aos presos foram catalogados e entregues aos custodiados.

Na nota, o sindicato afirma que a prioridade da gestão deveria ser a apresentação de medidas para recuperar as condições de segurança nas unidades. Entre as reivindicações estão o reforço do efetivo, a retomada das revistas consideradas essenciais, maior autonomia operacional para os policiais penais e a implantação do sistema de monitoramento previsto para os presídios.

A entidade também afirma que a categoria não reivindica reajustes salariais, mas melhores condições de trabalho. Segundo o sindicato, os policiais penais vêm alertando as autoridades para o que classificam como um retrocesso no sistema prisional e defendem a adoção de providências para evitar o agravamento da situação.

Seap reage e aciona a Justiça

Em resposta, a Seap informou que acionou o Poder Judiciário e determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a conduta de servidores após a suspensão das visitas sociais na Penitenciária Estadual de Alcaçuz pelo segundo dia consecutivo. De acordo com a pasta, a interrupção do cronograma ocorreu em razão de uma interferência do Sindicato dos Policiais Penais do RN.

A secretaria comunicou oficialmente o caso à Justiça, argumentando que apenas a autoridade judiciária tem competência legal para autorizar a suspensão desse direito dos custodiados. A Seap também informou que mobilizou grupos operacionais da Polícia Penal para reforçar a segurança da unidade e garantir a continuidade das atividades.

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Além disso, a pasta informou que todas as visitas afetadas serão reagendadas e manifestou repúdio à atuação do sindicato. Segundo a secretaria, a interferência nas decisões da administração compromete a rotina das unidades prisionais e pode afetar a segurança do sistema.

Em resposta às declarações da Seap, o Sindppen-RN reiterou que a decisão foi tomada pelos policiais penais que atuam diretamente nas unidades diante da falta de efetivo e de estrutura. A entidade sustenta que a medida teve como objetivo preservar a segurança de visitantes, internos e servidores e afirma que continuará cobrando providências para evitar, segundo o sindicato, que o RN volte a enfrentar um cenário de crise no sistema prisional.

O que o sindicato cobra

  • Reforço do efetivo de policiais penais;
  • Melhores equipamentos de segurança;
  • Retomada das revistas consideradas essenciais;
  • Implantação do sistema de monitoramento previsto para os presídios;
  • Maior autonomia operacional para os policiais penais;
  • Melhores condições de trabalho nas unidades.

Entenda o impasse

  • Policiais penais remarcaram visitas em Alcaçuz e na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga.
  • O Sindppen-RN afirma que a decisão ocorreu por falta de efetivo e de condições de segurança.
  • A Seap contestou a medida, acionou o Poder Judiciário e abriu procedimento administrativo para apurar a conduta de servidores.
  • O sindicato diz que a decisão buscou preservar a segurança de visitantes, custodiados e policiais penais e cobra providências para reforçar a estrutura do sistema prisional.
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