Vacinação contra o sarampo é a principal forma de prevenção | Foto: Reprodução
Sesap alerta para risco de reintrodução do vírus após casos registrados em São Paulo; no RN, cobertura da segunda dose da tríplice viral está em 67,26% entre crianças menores de dois anos
Publicado 11 de agosto de 2026 às 15:33
O sarampo voltou a acender o alerta no Brasil e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reforça a necessidade de os potiguares conferirem a situação da vacinação. O principal ponto de preocupação no RN está na cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral entre crianças menores de dois anos: 67,26%, segundo os dados apresentados pela secretaria. A meta de proteção coletiva é de 95%.
A primeira dose também está abaixo desse percentual. No RN, 84,73% das crianças menores de dois anos receberam a D1, enquanto 67,26% chegaram à D2. Na prática, os números mostram que uma parcela importante do público infantil ainda não tem o esquema vacinal completo registrado.
O alerta ocorre enquanto São Paulo registra novos casos da doença. Segundo a Sesap, 24 casos de sarampo foram confirmados no Brasil em 2026, sendo 21 entre junho e julho em São Paulo, distribuídos pelos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Os demais registros ocorreram no início do ano e, conforme a secretaria, foram encerrados sem risco de transmissão.
O Ministério da Saúde confirmou, em julho, a existência de um surto ativo relacionado à importação do vírus em municípios da Grande São Paulo e ampliou a recomendação de vacinação nesses locais. A pasta orientou vacinação indiscriminada de pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo durante a Campanha de Multivacinação.
A preocupação para outros estados está relacionada à circulação de pessoas. O sarampo é altamente transmissível e pode chegar a locais onde existem pessoas sem proteção adequada. O Ministério da Saúde destaca que casos isolados ou importados não significam, por si só, o retorno da circulação endêmica da doença no país, mas reforçam a necessidade de manter coberturas vacinais elevadas.
O Brasil voltou a receber, em novembro de 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo. A manutenção desse status depende de vacinação, vigilância e resposta rápida diante de novos casos.
>> Receba notícias do NOVO em tempo real pelo WhatsApp
No RN, a orientação da Sesap é que pessoas de 12 meses a 59 anos procurem uma unidade de vacinação para conferir a caderneta. Para quem tem entre 12 meses e 29 anos e não possui vacinação comprovada ou está com o esquema incompleto, a recomendação nacional prevê duas doses. Para pessoas de 30 a 59 anos, a indicação é de pelo menos uma dose, conforme o histórico vacinal.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é levar a caderneta à unidade de saúde para que a situação seja conferida antes da aplicação.
Cobertura da tríplice viral entre crianças menores de 2 anos
Os dados são os apresentados pela Sesap no alerta divulgado em 11 de agosto de 2026.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. O vírus pode se espalhar rapidamente entre pessoas que não estão protegidas. A principal forma de prevenção é a vacinação.
O Ministério da Saúde ampliou a vacinação contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo depois da identificação de casos relacionados à importação do vírus.
A recomendação foi ampliar a vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos durante a Campanha de Multivacinação, com o objetivo de reduzir o número de pessoas suscetíveis e interromper possíveis cadeias de transmissão.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias