A oferta contempla mulheres que vivem ou viveram alguma situação de violência e mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado. Foto: Marla Galdino/MMulheres

A oferta contempla mulheres que vivem ou viveram alguma situação de violência e mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado. Foto: Marla Galdino/MMulheres

Cotidiano

Saúde mental Saiba como acessar teleatendimento do SUS para mulheres em situação de violência e mães atípicas

O serviço Acolhe Mais disponibiliza 100 mil teleatendimentos mensais em todo o país. As consultas são realizadas remotamente por psicólogas capacitadas para oferecer escuta sensível, identificar situações de risco e orientar a continuidade do cuidado na rede de saúde

por: Ministério da Saúde

Publicado 25 de agosto de 2026 às 19:00

Mulheres em situação de violência, mães atípicas e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem solicitar teleatendimento em saúde mental pelo aplicativo Meu SUS Digital. 

O serviço Acolhe Mais disponibiliza 100 mil teleatendimentos mensais em todo o país. As consultas são realizadas remotamente por psicólogas capacitadas para oferecer escuta sensível, identificar situações de risco e orientar a continuidade do cuidado na rede de saúde. 

A iniciativa começou em março deste ano como projeto-piloto para mulheres em situação de violência nas cidades do Recife (PE) e do Rio de Janeiro (RJ). Agora, as consultas remotas estão disponíveis em todos os estados brasileiros. 

O atendimento também foi ampliado para mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço busca facilitar o acesso de quem enfrenta dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para procurar presencialmente atendimento em saúde mental. 

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A oferta contempla mulheres que vivem ou viveram alguma situação de violência e mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem atividades de cuidado. O atendimento remoto busca facilitar o acesso de quem enfrenta dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para procurar presencialmente um serviço de saúde. 

Como solicitar o teleatendimento 

Para acessar o serviço: 

  1. Clique em “Miniapps”; 
  2. Selecione “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”;  
  3. Na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), preencha o cadastro; 
  4. Informe se vive ou viveu alguma situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.  

Após o cadastro, a equipe entrará em contato em até 24 horas para que a usuária escolha a data e o horário da consulta. Até o dia agendado, serão enviados lembretes e, na data do atendimento, o link de acesso à teleconsulta. 

Como funciona o acompanhamento 

No caso de mulheres em situação de violência, o primeiro atendimento inclui a avaliação de possíveis riscos, da rede de apoio e das principais necessidades apresentadas. 

Cada usuária poderá realizar até dez sessões, com a possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento quando necessário. Após as consultas, a mulher poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede de saúde. O CAPS também pode ser procurado diretamente. 

Os teleatendimentos estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; aos sábados, das 8h às 14h.  

As consultas são realizadas por psicólogas mulheres, capacitadas para a escuta em ambiente virtual e para a identificação de situações de risco. 

Atendimento em situações de emergência 

O teleatendimento em saúde mental não substitui os serviços de emergência. Em caso de risco imediato, é necessário acionar: 

  • Polícia Militar: telefone 190;  
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu): telefone 192.  

Ligue 180

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece orientação sobre direitos e sobre os serviços da rede de atendimento, além de receber e encaminhar denúncias de violência contra as mulheres aos órgãos competentes. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acionado pela própria mulher ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência, pelos seguintes canais:

  • Telefone: 180;
  • WhatsApp: (61) 9610-0180;
  • E-mail: [email protected];
  • Videochamada com atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) – acesse aqui.
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